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16 Jul 2008 
A MAIS DE 50 ANOS NO BRASIL


Admin · 381 vistos · 2 comentários
16 Jul 2008 
Índios do Brasil Sociedade indígena, escravidão e miscigenação, cultura indígena, índios brasileiros, educação indígena, arte indígena, tribos indígenas do Brasil, línguas indígenas, contato entre índios e portugueses. Introdução Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia ). Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural. A sociedade indígena na época da chegada dos portugueses. O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral ) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas. Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio). Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha. As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum. Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (ocas ). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo. A organização social dos índios Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores. Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta. Os contatos entre indígenas e portugueses Como dissemos, os primeiros contatos foram de estranheza e de certa admiração e respeito. Caminha relata a troca de sinais, presentes e informações. Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas, começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam espelhos, apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho. O canto que se segue foi muito prejudicial aos povos indígenas. Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento violento seguiu-se por séculos, resultando no pequenos número de índios que temos hoje. A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura européia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade. Tupinambás praticando um ritual de canibalismo Canibalismo Algumas tribos eram canibais como, por exemplo, os tupinambás que habitavam o litoral da região sudeste do Brasil. A antropofagia era praticada, pois acreditavam que ao comerem carne humana do inimigo estariam incorporando a sabedoria, valentia e conhecimentos. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes. A prática do canibalismo era feira em rituais simbólicos. Religião Indígena Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte. Principais etnias indígenas brasileiras na atualidade e população estimada Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700). Fonte: Funai (Fundação Nacional do Índio).

Admin · 125 vistos · 1 comentário
16 Jul 2008 


A Carteira




de Machado de Assis



...De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira.



Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o



viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe



disse rindo:



— Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.



— É verdade, concordou Honório envergonhado.



Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem



de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o



bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório,



que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as



circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a



princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida



da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia



remédio senão ir descontando o futuro.



Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos



empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer,



e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma



voragem.



—Tu agora vais bem, não? dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e



familiar da casa.



— Agora vou, mentiu o Honório.



A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes



remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, com que fundara grandes



esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa



à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais.



D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus



negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia-se tão alegre como se nadasse em



um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele,



dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os



trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o



Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente



falavam de política.



Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro



anos, e viu-lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou-lhe o que era.



— Nada, nada.



Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria.



Mas as esperanças voltavam com facilidade. A idéia de que os dias



melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com, trinta e quatro




anos; era o princípio da carreira: todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar,



a esperar, a gastar, pedir fiado ou: emprestado, para pagar mal, e a más horas.



A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil-réis de



carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor,



o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda,



com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da



tarde.



Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada. Ao



enfiar pela Rua. da Assembléia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no



bolso, e foi andando.



Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando,



andando, andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, —



enfiou depois pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana.



Sem saber como, achou-se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda,



sem saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede,



olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas



papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das



reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que achasse.



Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão



irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida?



Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia



levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto,



vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no a ir pagar a



cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a tivesse perdido,



ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.



Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou-a do bolso, finalmente, mas com



medo, quase às escondidas; abriu-a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro;



não contou, mas viu duas notas de duzentos mil-réis, algumas de cinqüenta e vinte;



calculou uns setecentos mil-réis ou mais; quando menos, seiscentos. Era a dívida



paga; eram menos algumas despesas urgentes. Honório teve tentações de fechar os



olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar-se-ia



consigo. Fechou a carteira, e com medo de a perder, tornou a guardá-la.



Mas daí a pouco tirou-a outra vez, e abriu-a, com vontade de contar o



dinheiro. Contar para quê? era dele? Afinal venceu-se e contou: eram setecentos e



trinta mil-réis. Honório teve um calafrio.



Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua boa sorte,



um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos...



Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava,



passava-o pelas mãos; depois, resolvia o contrário, não usar do achado, restituí-lo.



Restituí-lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira algum sinal.



"Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar-me do



dinheiro," pensou ele.



Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu,



bilhetinhos dobrados, que não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do



Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou-a por fora, e pareceu-lhe efetivamente



do amigo. Voltou ao interior; achou mais dous cartões, mais três, mais cinco. Não



havia duvidar; era dele.



A descoberta entristeceu-o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um



ato ilícito, e, naquele caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um



amigo. Todo o castelo levantado esboroou-se como se fosse de cartas. Bebeu a




última gota de café, sem reparar que estava frio. Saiu, e só então reparou que era



quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns



dous empurrões, mas ele resistiu.



"Paciência, disse ele consigo; verei amanhã o que posso fazer."



Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado e a própria



D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava



alguma cousa.



— Nada.



— Nada?



— Por quê?



— Mete a mão no bolso; não te falta nada?



— Falta-me a carteira, disse o Gustavo sem meter a mão no bolso.



— Sabes se alguém a achou?



— Achei-a eu, disse Honório entregando-lha.



Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo.



Esse olhar foi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a



necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe



perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.



— Mas conheceste-a?



— Não; achei os teus bilhetes de visita.



Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar.



Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou



um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia,



que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.



FIM




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16 Jul 2008 
Adolf Hitler


Líder político alemão nasceu a 20 de Abril de 1889, na cidade austríaca de Braunnau, filho de Alois Hitler e Klara Pölzl. . Responsável por um dos maiores genocídios da História, desencadeador da 2.ª Guerra Mundial (1939-1945) e mandante do extermínio de cerca de 6 milhões de judeus. Sem concluir os estudos de segundo grau em Linz, mudou-se para Viena (1908), onde o sonho de se tornar pintor foi truncado quando não conseguiu ingressar na Academia de Belas-Artes. Em 1913, muda-se para Munique, Alemanha, fugindo do alistamento no Exército de seu país. Com o início da 1.ª Guerra Mundial , em 1914, alista-se no Exército alemão como voluntário. Ferido em combate, recebe a condecoração da Cruz de Ferro. Em 1919, filia-se ao Partido Operário Alemão (DAP), rebatizado em 1920 como Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e apelidado de “nazi”. No ano seguinte, passa a chefiar o partido. Preso em 1923, após uma tentativa de golpe de Estado – o Putsch de Munique –, escreve o livro Mein Kampf , que me português significa "Minha Luta". Suas idéias se baseiam no nacionalismo, no anticomunismo, no anti-semitismo e na crença na superioridade da raça ariana. Seu objetivo é construir um novo Estado (3º Reich) capaz de promover a autonomia econômica da Alemanha, libertando-a do Tratado de Versalhes. Em 1930, torna-se cidadão alemão. Assume o poder como chanceler em 1933. Bane partidos políticos, prende opositores, reintroduz o serviço militar obrigatório e dá início à expansão militarista alemã. Ordena a invasão da Polônia em 1939, provocando a 2.ª Guerra Mundial. Manda judeus para campos de concentração e anexa vários países da Europa. Derrotado, em abril de 1945, com as tropas soviéticas cercando Berlim, suicida-se no bunker da chancelaria

 


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16 Jul 2008 
UM POUCO SOBRE SUA HISTÓRIA


Admin · 80 vistos · 2 comentários

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