16 Jul 2008 - 17:45:08
TRADIÇÃO GAÚCHA, O CHIMARRÃO
TRADIÇÃO GAÚCHA, O CHIMARRÃO
Chimarrão A Tradição do chimarrão é antiga, símbolo da Hospitalidade Gaúcha, de origem indígena (Guaranis), o chimarrão autêntico, sem açúcar, toma-se em uma cuia de porongo, hoje, por uma bomba de metal. Em seus primórdios o chimarrão era consumido através de um “canudo” de taquara, chamado Taquapy. O chimarrão, por sua vez, também tem suas propriedades desintoxicantes e rico em cálcio e ferro. A Erva Mate, Ilex paraguariensis, é uma árvore nativa, um dos símbolos ecológicos do Rio Grande do Sul. Até chegarmos ao chimarrão, propriamente dito, a Erva Mate passa por vários processos: I – Colheita: Feita por mais ou menos cinco pessoas, denominadas taifeiros. Um deles sobe até a árvore para cortar alguns galhos da planta, enquanto os outros recolhem os galhos colocando-os em um balaio de taquara que é transportado até o Raído (utilizado para facilitar o transporte), feito de taquara ou cipó. II – Secagem: Chegado os galhos até o Carijo ou Barbaquá, uma espécie de galpão, totalmente fechado, somente uma abertura, a porta. Neste galpão existe uma espécie de churrasqueira para secar as folhas. No Carijo, a secagem é indireta, ou seja, a folha não tem contato direto com o fogo do braseiro. Já no Barbaquá, a secagem é direta, ao contrário da anterior. III – Cancheamento ou Trituração: Pode ser feita por duas técnicas, uma usando o Soque, mais atual, e outra usando o Monjolo. Soque: movido à tração animal ou moinho d’água. Hoje são grandes maquinas movidas a eletricidade. Monjolo: bem mais ultrapassado, o monjolo é constituído por três partes, bica d’água, cocho do monjolo e o pilão. A bica chegava a ter quilômetros de distância até o local de produção, onde estava instalado o cocho para receber a água, que vinha de uma cachoeira (mais comum), para ter força de mover-se para cima e para baixo, triturando as folhas da Erva mate que estavam no pilão. Nestas duas técnicas, a erva pode ser moído grosso ou fino vai do seu gosto. IV – Consumo: Pronto, tua erva para chimarrão está no ponto, basta ser feito o empacotamento e daí direto para a cuia. *Estes quatro processos, hoje, são mais modernizados, mas continuam os mesmos.
Chimarrão A Tradição do chimarrão é antiga, símbolo da Hospitalidade Gaúcha, de origem indígena (Guaranis), o chimarrão autêntico, sem açúcar, toma-se em uma cuia de porongo, hoje, por uma bomba de metal. Em seus primórdios o chimarrão era consumido através de um “canudo” de taquara, chamado Taquapy. O chimarrão, por sua vez, também tem suas propriedades desintoxicantes e rico em cálcio e ferro. A Erva Mate, Ilex paraguariensis, é uma árvore nativa, um dos símbolos ecológicos do Rio Grande do Sul. Até chegarmos ao chimarrão, propriamente dito, a Erva Mate passa por vários processos: I – Colheita: Feita por mais ou menos cinco pessoas, denominadas taifeiros. Um deles sobe até a árvore para cortar alguns galhos da planta, enquanto os outros recolhem os galhos colocando-os em um balaio de taquara que é transportado até o Raído (utilizado para facilitar o transporte), feito de taquara ou cipó. II – Secagem: Chegado os galhos até o Carijo ou Barbaquá, uma espécie de galpão, totalmente fechado, somente uma abertura, a porta. Neste galpão existe uma espécie de churrasqueira para secar as folhas. No Carijo, a secagem é indireta, ou seja, a folha não tem contato direto com o fogo do braseiro. Já no Barbaquá, a secagem é direta, ao contrário da anterior. III – Cancheamento ou Trituração: Pode ser feita por duas técnicas, uma usando o Soque, mais atual, e outra usando o Monjolo. Soque: movido à tração animal ou moinho d’água. Hoje são grandes maquinas movidas a eletricidade. Monjolo: bem mais ultrapassado, o monjolo é constituído por três partes, bica d’água, cocho do monjolo e o pilão. A bica chegava a ter quilômetros de distância até o local de produção, onde estava instalado o cocho para receber a água, que vinha de uma cachoeira (mais comum), para ter força de mover-se para cima e para baixo, triturando as folhas da Erva mate que estavam no pilão. Nestas duas técnicas, a erva pode ser moído grosso ou fino vai do seu gosto. IV – Consumo: Pronto, tua erva para chimarrão está no ponto, basta ser feito o empacotamento e daí direto para a cuia. *Estes quatro processos, hoje, são mais modernizados, mas continuam os mesmos.
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