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		<title>Primeiro blog : adriano.blogsutils.com</title>
		<link>http://adriano.blogsutils.com/Primeiro-blog-b1.htm</link>
		<description>Seu primeiro blog</description>
		<lastBuildDate>Thu, 11 Mar 2010 14:44:58 GMT</lastBuildDate>
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			<title>Primeiro blog : adriano.blogsutils.com</title>
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		<title>ANTECEDENTES HISTÓRICOS DE PEDRO OSÓRIO E CERRITO</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-18T14:28:23Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;PEDRO OSORIO E CERRITO - ANTECEDENTES HISTÓRICOS&lt;/font&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa a seguir foi motivada por carta enviada, em 22 de outubro de 1984, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ,do qual sou sócio emérito, e na época presidido pelo Dr. Pedro Calmon. A remetente foi D. Leda Maciel Echenique que em nome do prefeito de Pedro Osório desejava saber se o hoje Duque de Caxias, patrono do Exército e de nossa Academia de História Militar Terrestre do Brasil havia em sua campanha (1842-45) Revolução Farroupilha acampado ao sul do rio Piratini em Pedro Osório atual.. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Esta carta foi para nós despachada pelo professor Pedro Calmon, em 29 out 1984, e lhe informamos o que vai a seguir, desconhecendo se chegou a resposta a D. Leda Maciel Echenique e dali ao Prefeito de Pedro Osório. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;E a seguir do rascunho que nos ficou respondo o que escrevi a época para o Dr. Pedro Calmon, atualizando dados ocorridos em 26 anos , de lá para cá &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Caxias em realidade só poderia ter estado na região no período 1842/45 de seu comando o que pode ser concluído de dois documentos,publicados pelo Exército.. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;	&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;Ofícios do Barão de Caxias 1842/45 ;Rio de Janeiro: Imprensa Militar ,1950. &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;Ordens do Dia do Barão de Caxias. Rio de Janeiro:Imprensa Nacional,1943. &lt;/li&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador conhecedor da região podera com apoio nestas obras tirar suas conclusões dos locais que Caxias acampou em Pedro Osório. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;MUNICÍPIOS DE PEDRO OSÓRIO E CERRITO – DADOS HISTÓRICOS &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Pedro Osório foi criado por lei nº 3.735 de 3 abr 1959, tendo como sede as localidades de Cerrito e Vila Olimpo , respectivamente a margem esquerda e direita do rio Piratini e unidas pelas pontes ferroviárias (Pelotas- Jaquarão) e rodoviária (Pelotas- Arroio Grande).Hoje são municípios separados. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;As terras do município se estendem ao Sul e ao Norte do rio Piratini. As do Sul foram desmembradas do município de Arroio Grande e constituída da antiga área de Olimpo e parte das de Santa Izabel. As do Norte foram desmembradas do município de Canguçu e constituídas das terras de Cerrito (ex-Estação Cerrito e Vila Freire (ex-Cerrito Velho). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;CONSTRUÇÃO DO FORTE SÃO GONÇALO 1755 &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Em 1755 o Exército Demarcador do Tratado de Madrid, ao comando do General Gomes Freire de Andrade, estabeleceu na margem direita do rio Piratini e próximo de sua foz, o Forte São Gonçalo. Assunto por nós abordado no &lt;strong&gt;Diário Popular&lt;/strong&gt; de Pelotas no artigo &amp;quot;Forte de São Gonçalo&amp;quot; – 1755-1801, publicado na Coluna Querência em 3 e 10 dez 1972. Uma visão da campanha que envolveu o Forte São Gonçalo pode ser tirada de nosso artigo &amp;quot;Síntese Histórica das Forças Terrestres do Brasil na Área da 3ª Região Militar 1639-1755&amp;quot; publicada na &lt;strong&gt;Revista Militar Brasileira,&lt;/strong&gt; jul/dez 1973. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Durante o período 1763-1777, o Rio Grande foi invadido por espanhóis. Serviu o atual município de Cerrito a partir de 1769, de base de guerrilhas contra os espanhóis em Rio Grande e levadas a efeito pelos Dragões do Rio Pardo e as tropas leves de Rafael Pinto Bandeira. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Este assunto o tratei em artigos do &lt;strong&gt;Diário Popular&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&amp;quot;Ruínas antigas em Canguçu&amp;quot; (ruínas da sede da estância de Luiz Marques de Souza, próximo a Vila Freire). 21 fev 1971. &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&amp;quot;Tropeada Cultural à Zona Sul&amp;quot;. 12, 19 e 26 mar 1972, A redescoberta do esquecido Forte São Gonçalo foi assinalada por um monumento construído na Estância do Liscano de propriedade de Fernando Luiz Osório, inaugurado pelo General Edmundo Adolpho Murgel, comandante da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, com apoio em pesquisas por nós realizadas sobre o Forte São Gonçalo e que foram colocadas em urna no interior do monumento. &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Detalhes da cerimônia são focalizadas pelo &lt;strong&gt;Diário Popular&lt;/strong&gt; de 21 e 23 abr &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;1978 . &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;Abordamos este assunto na História da 3ªRegião Militar 1808-1889 e Antecedentes. Porto Alegre:3ªRM,1995 &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;CERRITO E PEDRO OSÓRIO NA GUERRA 1763-1764 &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Este assunto consolidamos em nosso livro &lt;strong&gt;Canguçu – reencontro com a História&lt;/strong&gt;. Porto Alegre: IEL, 1984. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;CERRO PELADO – PRIMEIRA DENOMINAÇÃO DA ÁREA &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A primeira denominação geográfica referida na área de Cerrito é o Cerro Pelado. Expulsos os espanhóis da Vila de Rio Grande em 1º abr 1776, o Cerro Pelado tornou-se importante ponto de vigilância de um ataque espanhol a partir de Santa Tecla, em Bagé atual. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A partir do estabelecimento do Tratado de Santo Ildefonso de 10 out 1777 a fronteira Portugal- Espanha passou a correr, de fato, pelo rio Piratini. Para o município atual de Cerrito , ao norte do rio Piratini, migraram diversos súditos de Portugal. Piratini atual foi fundada em 1789, por casais açorianos, ano que coincide com a transferencia para São Leopoldo, da Real Feitoria do Linhocânhamo sediada em Canguçu Velho de 1783/89 . &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Foi então procedido um levantamento de 1784-88, pela Comissão de Demarcação do citado tratado. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A parte de interesse de Pedro Osório e Cerrito publicamos sob a forma de mapa em nosso livro &lt;strong&gt;O Negro na Sociedade do RGS&lt;/strong&gt;. Palegre: IEL, 1976, p. 185 (. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Do São Gonçalo, ao longo da margem direita do rio Piratini ,aparece o passo do Liscano, umas charqueadas, o Forte São Gonçalo, o posto de Estância da Charqueada, a Estância do Francisco Ruiz, a Estância do Correia Pinto, a Estância do José Cardoso (ao norte da confluência do Santa Maria – que já figura no mapa – com o rio Piratini). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Do São Gonçalo, ao longo da margem esquerda do Piratini aparecem Passo do Bica, Estância do Coronel Rafael Pinto Bandeira, Estância de Pedro Fagundes (na confluência com Arroio das Pedras que aparece com este nome) e entre o rio Piratini e o arroio das Pedras, as Estância do Major Manoel Marques de Souza e de seu irmão Luiz Marques de Souza (estabelecida antes de 1763 e base de guerrilhas que citei a partir de 1769). Aparece igualmente o Cerro Pelado. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;O passo do Acampamento surge com este nome desde então. A dúvida se foi ponto de vigilância na guerra ou de acampamento da Demarcação. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Os estancieiros ao norte do Piratini ,em Cerrito atual, eram as figuras militares mais importantes das nascidas no Rio Grande do Sul e continuariam a sê-lo. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Isto denota a importância econômica da região aonde vinham ter manadas de gado do Sul do rio Piratini, com destino as charqueadas a sua margem direita (ver mapa citado) ou a Pelotas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;NA GUERRA DE 1801 &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Na Guerra de 1801 moradores de Cerrito atual, ao Norte do rio Piratini, irão ter papel de destaque ao mando do Cel Manoel Marques de Souza, proprietário na região, na expansão da fronteira pelas armas, do Piratini ao rio Jaguarão, conforme abordamos no &lt;strong&gt;Diário Popular&lt;/strong&gt; sob o título: &amp;quot;Guerra de 1801&amp;quot; – 31 março 1971 e na citada História da 3ª Região Militar e na História da 8ª da Inf Motorizada- Brigada Manoel Marques de Souza 1º. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Com a expansão da fronteira, novo fluxo povoador, particularmente de portugueses, se verificou para a região em torno da Vila Freire (ex-Cerrito Velho e ex-Cerrito do Piratini e às vezes até Piratini). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Aspectos desse povoamento foi abordado por: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;VACARIA, Frei Cristóvão de. &lt;strong&gt;Rebelião das Águas em Pedro Osório &lt;/strong&gt;(ex-Olimpo e &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Cerrito – abr 1959). Porto Alegre: Ed. Tip. Champagnat, 1960. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Entre os Vaz, originários de Bragança, os Bento, de Torre de Moncorvo, os Mattos de Guimarães, todos de Portugal e os Gomes dos Açores que ali se fixaram entre 1785-1816, encontro significativa parcela de seus ancestrais conforme abordamos no citado &lt;strong&gt;Canguçu – reencontro com a História.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRA DENOMINAÇÃO PROVÁVEL – PASSO MARIA GOMES &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Vem dessa época o nome de Passo Maria Gomes, ligando, as sedes dos atuais Pedro Osório e Cerrito , as margens do Piratini. Isto em razão de Maria do Rosário Gomes (nossa tia trisavô) filha do proprietário da margem norte Manoel José Gomes (nosso tetravô) haver mandado abrir o passo citado para assistir missa na Capela da Estância Santa Cruz (ex-Olimpo). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Morreu afogado nesse passo, em 24 de agosto de 1799, o referido proprietário Manoel José, quando, atravessava o rio para fazer compras na estância de Pedro Só, ao Sul. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Decorrido um ano casaram-se (na futura Estância Cerrito) em oratório São Francisco do Piratini, então existente, nossos trisavôs Malaquias José Borba e Tereza Gomes de Jesus (25 jul 1800) irmã de Maria Gomes que foram residir na Armada no Vale do Camaquã. Armada lembrando as dificuldade passadas naquele passo pelo Exército( armada em espanhol) do General governador de Buenos Aires , o mexicano D. Vertiz y Salcedo. Exercito que obrigado a se retirar frente a Rio Pardo, por sofrer derrotas em Santa Bárbara e Tabatingai procurou atingir Rio Grande, tendo passado por Canguçu e Cerrito, para atingir Rio Grande. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;CERRITO – HISTÓRICO PONTO DE PASSAGEM &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Cerrito atual, desde 1756 foi ponto de passagem de um dos mais históricos e estratégicos caminhos do Rio Grande do Sul que assim balizo hoje. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Forte do Rio Pardo, Encruzilhada do Sul, rio Camaquãm (passos Camaquã de Baixo – atual Vao dos Prestes e Armada) – Coxilha do Fogo (primitiva Encruzilhada do Duro) – Canguçu (Cerro Partido e Arroio das Pedras) – Coxilha dos Campos – Morro Redondo – Cerro Pelado – Pedro Osório – Estância Silvana – Forte São Gonçalo – Fazenda Liscano – Passo do Liscano no canal São Gonçalo – Povo Novo – Quinta – Rio Grande. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Foi ponto de passagem importante de produtos embarcados ou desembarcados no porto de Santa Isabel, provenientes ou com destino a fronteira do Quarai e Uruguai, conforme assinalou nosso irmão Ernani Moreira Bento que conhecia a região. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Fato a merecer pesquisa científica para determinar as causas do fastígio e decadência de Santa Izabel que chegou a ser vila e município durante quase nove anos (1984-1893) de igual qual forma que a Estação Cerrito, criado município em 2 abril 1891 sem chegar a instalar-se. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Presumo que a decadência de Santa Izabel ligue-se de certa forma a construção da Ponte do Império, no passo de Acampamento do rio Piratini em 1870. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;ALGUMAS CONFUSÕES A EVITAR &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador deve estar alerta para a confusão acerca de certas denominações toponímicas antigas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Cerrito éra a denominação histórica primitiva da atual Vila Freire. A origem do povoado data de 1812, quando ali foi erigida a Capela N. S. do Rosário do Cerrito ou Capela do Cerrito do Piratini ou até Piratini. Esta última denominação sendo confundida com a atual cidade de Piratini, na época da Independência chamada Vila dos Casais e Cerrito ,ou Vila Freire de Piratini. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;É comum confundir-se o Cerrito do Piratini, com o Cerrito do Jaguarão, ou Vila de Espírito Santo do Cerrito (atual cidade de Jaguarão) conforme a pintou Debret e que predominava a época da Guerra Cisplatina 1825-28. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Com a construção da ferrovia Pelotas- Jaguarão, a região em torno do passo Maria Gomes, ao Norte do Piratini, passou a ser conhecida como Estação Cerrito, ou simplesmente Cerrito e o antigo Cerrito e atual Vila Freire, de Cerrito Velho, próxima do histórico e estratégico Passo do Acampamento (desde a guerra 1763-74), onde foi erigida a célebre e histórica Ponte do Império sobre o rio Piratini, de 1865-70 de grande projeção nacional e internacional,conforme abordamos em nosso &lt;strong&gt;Canguçu reencontro com a História .&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Canguçu atual foi fundada em 1800 e deu lugar a denominação de Canguçu Velho, onde funcionara o sobrado sede da Real Feitoria do Linhocânhamo do Rincão do Canguçu (1783-89), cujos vestígios que localizamos do sobrado de pedra e do mangueirão de pedra quadrada ainda estão bastante conservados. Em meu livro citado &lt;strong&gt;O Negro na Sociedade do RGS&lt;/strong&gt;. Porto Alegre:IEL,1975, publico fotos que tiramos destas ruínas ao descobri-las &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A cidade atual de Canguçu cujo nome primitivo foi de Arroio das Pedras. Era como se chamava o atual Arroio Grande, que possui nascentes próximo a cidade de Canguçu e que ajuda a abastecer com o nome de Arroio do Moinho a cidade de Canguçu Arroio Grande em razão de sua enorme extensão e que chamou-se já Canguçu e Turucu. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Documento importante que consultamos na Biblioteca Nacional nos permite esclarecer o seguinte. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A Real Feitoria do Linhocânhamo funcionou no Rincão do Canguçu 1785-89. O Rincão do Canguçu constituiu-se numa enorme extensão de terra entre os arroios Correntes e das Pedras (atual Arroio Grande) e Serra dos Tapes (vertente do Lagoa dos Patos abrangendo Canguçu Velho parte mais alta da Fazenda) e a própria Lagoa dos Patos. Incluía a Ponta do Canguçu já conhecida desde 1758, pelo menos no extremo da ilha depois chamada Canguçu e finalmente Ilha da Feitoria e na qual, segundo o documento citado, não foi nem sequer semeado o linho. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;A Ponta do Canguçu deu origem a denominação do Rincão do Canguçu, a enorme Fazenda Real, entre o Correntes e o Arroio Grande, cuja primitiva sede foi em Canguçu- Velho atual para distinguir de Canguçu ,fundado 11 anos depois da transferência da Real Feitoria para São Leopoldo e as terras serem vendidas ao Capitão Mór Rodrigues Prates, genro do General Marques de Souza que foi grande sesmeiro em Cerro Pelado. Forneço detalhes em nossa plaqueta &lt;strong&gt;Real Feitoria do Linhocanhamo do Rincão do Canguçu 1783/89-Localização .&lt;/strong&gt;Canguçu: ACANDHIS/Prefeitura Municipal,1992. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;O documento refere a arroio do Tigre, que julgo tratar-se do arroio Quilombo atual. Isto visando alguma conotação de palavra Canguçu (onça onça palustres) com o lugar existente no Rincão do Canguçu a época. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Outra confusão que predominou por muito tempo, foi confundir-se a Encruzilhada do Norte do Camaquã (atual Encruzilhada do Sul, com a Encruzilhada ao Sul do mesmo rio, Encruzilhada do Duro (atual Coxilha do Fogo). O livro &lt;strong&gt;Canguçu – reencontro com a História &lt;/strong&gt;esclarece o assunto. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;NÚCLEOS GEO-HISTÓRICOS DE PEDRO OSÓRIO E CERRITO &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Destacam-se cinco núcleos geo-históricos a saber: Vila Freire, Cerrito (antiga estação Cerrito), Olimpo e Santa Izabel. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Vila Freire: Povoamento teve início depois de expulsão dos espanhóis da Vila de Rio Grande em 1776, de parte de açorianos e descendentes vindos de Rio Grande (Mostardas, Estreito, Povo Novo). Após a Guerra de 1801 e Campanha de 1812 do Exército Pacificador forneceu grandes contingentes de povoadores das regiões incorporadas entre o Piratini e Jaguarão, entre os Ibicui e Quarai e Sete Povos. Uma pesquisa profunda revelará aspectos interessantes dessa região, do ponto de vista das famílias gaúchas importantes que ali residiram. Foi no Império um local movimentado e hoje um exemplo de involução. Até que ponto influíram negativamente no seu destino a Ponte do Império 187o e mais tarde, a ferrovia Pelotas- Jaquarão, passando por Estação Cerrito. Cerrito Velho chegou a possuir 5 capelas.E nelas foram batizados os irmãos Saraiva(Gumersindo etc). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Estação Cerrito ou Cerrito: O povoamento teve lugar por volta de 1785 quando ali se estabeleceu com 9 léguas de campo Manoel José Gomes( nosso tetravô) adquiridas do Major Manoel Marques de Souza. O local chamou-se inicialmente Maria Gomes conforme já referimos e que faleceu em 7 mar 1839 durante a Revolução Farroupilha. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Depois Joaquim José Vaz de Bragança, casado com Manoela de Souza Vaz (nossos tetravôs) adquiriram a herança de José Emílio Gomes, irmão de Maria Gomes. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Os herdeiros de Joaquim José Vaz de Bragança receberam a área da antiga Estação Cerrito e entre eles Antonio Joaquim Bento, casado com sua neta Izabel (nossos bisavós) e seu irmão Carlos Frederico Lecor Bento , casado com Maria Thamásia Vaz irmã de Izabel e tronco dos Bentos de Cerrito e Barnabé José de Souza (Cel Tututa) que casou sucessivamente com Maria Altina e Maria Madalena. Barnabé (Cel Tutula) loteou a mais tarde Estação do Cerrito, doando terrenos para a estação, capela e cemitério. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Entre os fundadores de Cerrito encontram-se os Gomes, os Vaz, os Bentos, os Caldeiras, os Souzas, os Portos e os Bernardes. Os dois últimos foram os primeiros oleiros, atividade que atingiu grande expressão no Cerrito. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Impõe-se uma pesquisa mais profunda inclusive em livros de registros (batismos, óbitos e casamentos) para recuperar-se a memória de Cerrito.( E isto acaba de ser feito expressivamente por Genes Leão Bento na sua excelente e esclarecedora obra &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Raízes de nossa História&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. Pelotas: Estiilus Artes Gráficas,2005) &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Olimpo: A primeira denominação notável foi a do Forte São Gonçalo (1756-1801). Em 1784 é assinalada pela Estância que aparece num mapa na nossa obra &lt;strong&gt;O Negro e descendentes&lt;/strong&gt;, p. 119. Creio que chegou a ser conhecido também como passo Maria Antonia e depois Santa Cruz, por desenvolver-se dentro da Estância de Santa Cruz, como também Paraíso, por situar-se próximo a Estância Paraíso e mais tarde Estação Piratini, o que resultava em abreviarem por Piratini, confundindo com Piratini, cidade e depois Ivo Ribeiro e finalmente Olimpo, segundo versão local com o sentido de Paraíso, nome anterior ligado a Estância do Paraíso. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Santa Izabel: Junto a Lagoa Mirim e que por certo uma pesquisa histórica aprofundada revelará uma importância histórica passada muito significativa no sentido de intercâmbio cultural da Fronteira do Uruguai, Centro do Estado com Rio Grande, Pelotas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Estância esta estabelecida ao Sul de Piratini depois de 1776 e que atingiu razoável progresso, e assim possuiu : &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Edifício com 300 aberturas e assobradado, capela de 13 x 30m, olaria, senzala, cemitério e movimentada por cerca de três centenas de escravos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Estes foram os dados que conseguimos resgatar ao longe .Informações locais poderão precisar , corrigir estes dados e os incorporarem as histórias de Cerrito e Pedro Osório . &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;O Município de Piratini foi criado em 1830, por Decreto Imperial de 15 de dezembro e integrado pelos distritos de Canguçu, Cerrito e Bagé até o Pirai. Em 1846 perdeu o municipio de Bagé então criado e, em 1857 o de Canguçu então criado e que absorveu o distrito de Cerrito que fez parte de Canguçu por um século.. Piratini em 1878 perdeu o seu distrito de Cacimbinhas ,criado município e hoje Pinheiro Machado. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Em 1828 o Exército Imperial que havia combatido na Guerra Cisplatina 1825/28, com os argentinos e orientais ( uruguaios) foi desmobilizado em Piratini , que 2 anos depois seria criado município e onde passaram a residir veteranos desmobilizados e descontentes , dando início a insatisfações que 5 anos mais tarde alimentariam a Revolução Farroupilha . Foram tropas do Corpo da Guarda Municipal do termo de Piratini , recrutadas em seus distritos ,incluindo os de Canguçu, Cerrito e Bagé até o Pirai , que transformados em Brigada Liberal de Antônio Netto, venceram no município de Piratini, em Seival , em 10 de setembro 1836, tropa imperial ,o que criou condições, no dia seguinte, ainda no municipio de Piratini , em Campo do Meneses , a proclamação da Republica Rio Grandense 1836/45 , a única experiência republicana no Brasil , antes que ela fosse proclamada, em 15 de novembro de 1889, 46 anos mais tarde . &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Portanto foram filhos de Piratini, Canguçu ,Cerrito e de Bagé que integraram as forças de Netto vencedoras em Seival e que no outro dia proclamaram a Republica Rio Grandense, ou do Piratini que durou cerca de 9 anos e que foi instalada em Piratini onde ela viveu os seus dias de maior glória. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Mas à pacificação seguiu-se um longo período de discriminações, perseguições e pressões políticas sobre os piratinienses, canguçuenses, cerritenses e bageenses que a conquistaram e proclamaram, de modo que estes se sentissem neste período complexados por haverem sido discriminados pelos governos do Império E passaram seus descendentes a padecer, como de um complexo de inferioridade pelas ações de seus ancestrais na revolução, mesmo depois de a Revolução haver sido exaltada na República e, seus símbolos serem adotados pelo Rio Grande do Sul em 1891 e o Palácio do Governo do Estado passar a ser chamado de Palácio Piratini. Mas para Piratini, Canguçu, Cerrito e Bagé suas participações relevantes para a adoção da Republica Rio Grandense ,que se projetam na Republica do Brasil foram cobertas pela patina dos tempos e por eles esquecidas. A própria data de 11 de setembro de 1838, até pouco tempo era dada pouca importância, em beneficio do 20 de setembro, cujas conquistas em Porto Alegre foram anuladas com a sua reconquista pelos imperiais e prisão do governo farroupilha que ali se instalara e que foi todo levado preso para o Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Enfim esta na hora de Piratini, Canguçu, Cerrito e Bagé até o Pirai recobrarem e cultuarem a importância de suas participações na adoção da República Rio Grandense ,hoje tão festejada pelos gaúchos , inconscientes do que aqui estamos resgatando , fatos que de certa forma abordamos em nosso trabalho &lt;strong&gt;Piratini um&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;sagrado símbolo gaúcho farrapo&lt;/strong&gt;. Canguçu:IHTRGS/ACANDHIS,2001 que distribuímos bastante a interessados a época e repetimos ao fundarmos a Academia Piratiniense de História , em 6 de julho de 2003, em Piratini, no CTG 20 de setembro. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Esta na hora das lideranças e tradicionalistas de Piratini, Canguçu, Cerrito, Bagé e municípios deles originários reclamarem estas glórias que conquistaram .E Cerrito o fato de um filho seu o Tenente Farrapo Manoel Alves da Silva Caldeira, haver fornecido a historiadores gaúchos o muito de essencial sobre a Revolução que ele presenciou e escreveu .Personagem que estudamos em nosso &lt;strong&gt;O Exército farrapo e&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;os seus chefes&lt;/strong&gt; . &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>HISTÓRICO DA ERVA MATE</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-17T23:26:47Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRICO DA ERVA MATE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros a fazerem uso da erva-mate foram os índios Guarani, que habitavam a região definida pelas bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, na época da chegada dos colonizadores espanhóis. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México &amp;quot;capturar&amp;quot; os conhecimentos das civilizações Maia e Asteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguai. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desbravadores, com saudades de casa e longe de suas mulheres, tomavam porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma grande ressaca. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarani, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo. Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande através dos soldados espanhóis. As margens do Rio Paraguai guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima. Os paraguaios tomam chimarrão em qualquer tipo de cuia. São os únicos que também têm por tradição tomar o chimarrão frio. O &amp;quot;tererê&amp;quot; paraguaio pode ser tomado com gelo e limão, ou utilizando suco de laranja e limonada no lugar da água. Os primeiros jesuítas estabelecidos no Paraguai (posteriormente nas missões), fundaram várias feitorias, nas quais o uso das folhas de erva mate já era difundido entre os índios guaranis, habitantes da região. COMO SE “FAZ A ERVA” A primeira operação que se verifica no que os ervateiros denominam “fazer erva”, é, naturalmente, a colheita. É ela feita geralmente de três em três anos, pois este é o período necessário para que a erveira readquira uma nova e farta folhagem. A produção normal de uma erveira de quatro a oito metros de altura beira a quantidade de cinqüenta quilos. Erveiras seculares, porém, crescidas no recesso das florestas, chegam a produzir trezentos quilos de mate. Como vemos, a erva mate é, na realidade, uma riqueza inesgotável. O método utilizado para a colheita é o mesmo dos primeiros tempos: eliminadas as plantas vizinhas que possam embaraçar o trabalho, o ervateiro sobe à árvore e inicia o corte dos galhos e dos ramos grossos, por meio de grandes tesouras de aço, foice e facões. Ao findar esta operação, encontra-se a erveira completamente despida, apresentando apenas a silhueta dos galhos principais e terminais e, à extremidade destes, a balançante “bandeirola” ou “flecha”, único grupamento foliáceo que fugiu da devastação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETAPAS DO PROCESSO DE BENEFICIAMENTO DA ERVA MATE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha verde Quando “in natura”, é constituída por folhas e ramos obtidos pela poda da erveira. A folha é formada pelo limbo e pecíolo, os quais resultam, após o processo industrial, em fragmentos, goma e pó. Os ramos são cada uma das divisões e subdivisões do galho. A erva mate não pode ser artificialmente colorida, esgotada no todo ou em parte, alterada, adicionada de ingredientes e misturada com outros vegetais. Colheita: Corte - a partir de março até agosto, época em que a diminuição do calor retarda o movimento da seiva; os galhos da árvore são cortados e empilhados no local onde será feita a preparação. Sapeco - os galhos são rapidamente assados sobre uma fogueira estreita e comprida com troncos de árvores recém-cortados, não muito grossos e com oito ou dez metros de comprimento. Depois, os pequenos ramos guarnecidos de folhas são arrancados dos galhos maiores e enfardados para serem levados à secagem definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fase Barbaquá: É onde se localiza o conjunto de equipamentos de secagem, feita através de condutos que não permitem a ação direta da fumaça sobre as folhas de erva mate. Secagem - os ramos são estendidos sobre o barbaquá, uma espécie de estrado armado numa área coberta. Uma tubulação subterrânea, em geral forrada com tijolos, traz o calor do fogo mantido acesso numa área externa ao barbaquá. Cancheamento - a trituração das folhas é feita em canchas cilíndricas, usando um pesado cilindro de madeira, o malhador, dotado de pinos movidos a tração animal ou mecânica. As canchas são dotadas de piso de madeira, com orifícios que funcionam como uma peneira seletiva. A erva já triturada passa para um recinto assoalhado, sob a cancha furada, pronta para ser ensacada e transportada para o engenho. O barbaquá tradicional ainda pode ser encontrado nas pequenas propriedades rurais. Entretanto, algumas modificações introduzidas nas diferentes fases do processo de preparo da erva mate indicam maior preocupação com a produtividade. Nas propriedades maiores, já existem barbaquás mecânicos, onde até mesmo a operação de sapeco, sem dúvida a mais penosa para os preparadores da erva mate, é feita com o uso de máquinas simples. Moagem É o início do processo de industrialização, onde se executa a pulverização de folhas, pecíolos e pedúnculos em moinhos, e se obtém a folha, a goma, o pó e resíduos através de peneiramentos e classificações. Mistura Neste setor são determinadas as proporções dos produtos selecionados na moagem, que, após misturados, são classificados como produtos comerciais da erva mate. Empacotamento Os produtos comerciais da erva mate, devidamente separados conforme sua classificação, são empacotados e embalados para serem expedidos ao mercado consumidor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS DE COMERCIALIZAÇÃO DA ERVA MATE PN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;padrão nacional O produto cancheado e padronizado é moído e preparado para o consumo com água quente: chimarrão no processamento, a erva mate é passada na peneira de 10 mm, resultando: Tabela 1. Padrão Nacional TIPO MÍNIMO DE FOLHAS MÁXIMO - OUTRAS PARTES DO RAMO PN 1 70% 30% PN 2 60% 40% PN 3 50% 50% PT – padrão tererê O produto cancheado e padronizado é moído e preparado para o consumo com água fria. No processamento, a folha da erva mate é passada na peneira de 10 mm, e as outras partes do ramo são passadas na peneira de 12,5 mm, nas seguintes proporções: Tabela 2. Padrão Tererê &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIPO MÍNIMO DE FOLHAS MÁXIMO  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUTRAS PARTES DO RAMO PNT 1 70% 30% PNT 2 60% 40% PNT 3 50% 50% ANALISE ECONÔMICA DA ERVA MATE Entre as culturas que tem se destacado na economia dos estados do sul do Brasil, a Erva-Mate aparece como uma excelente alternativa para as pequenas propriedades rurais. A cultura esta sendo produzida em aproximadamente 180 mil propriedades e rende aos produtores mais de R$ 150 milhões anuais. A Produção de 1994 de 208 mil toneladas de erva cancheada, está concentrada nos estados de Santa Catarina (36,5%), Rio Grande do Sul (32,4%), Paraná (29,8%) e Mato Grosso do Sul com 1,3% da produção Brasileira de Erva- Mate. A produção de erva mate no Brasil atinge 355 mil toneladas (IBGE) empregando 171 mil pessoas e gerando R$ 180 milhões. 90 a 95% do volume produzido destina-se ao chimarrão, e o resto é destinado ao chá e outras bebidas A indústria química está passando a utilizar a erva mate em tinturas de cabelo e medicamentos e esta realizando testes para comprovar sua ação antimicrobiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAGA DA ERVA MATE A pior praga para a erva é a broca-da-erva-mate, um cascudo que faz galerias dentro das plantas. Para o produtor, o principal problema é a impossibilidade de aplicar herbicidas, que alteram o sabor do mate. Assim, o único meio de eliminar a praga é por catação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UTILIDADES DA ERVA MATE Existe hoje uma infinidade de usos industriais identificados para a erva mate, além do tradicional chimarrão, do tererê e do chá mate. O extrato de folhas, a clorofila, os óleos essenciais, a cafeína, os flavanóides e as saponinas contidas na erva mate podem se transformar em: - Bebidas: chimarrão, tererê, chás, refrigerantes, sucos, etc. - Insumos para Alimentos: corantes, conservantes, sorvetes, balas, bombons, caramelos, chicletes... - Medicamentos: compostos para tratamento de hipertensão, bronquite, pneumonia, asterosclerose... - Higiene Pessoal: bactericida, antioxidante hospitalar e doméstico, esferizante, esterilizante, tratamento de esgoto... - Produtos de uso Pessoal: desodorante, cosméticos, perfumes, sabonetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROPRIEDADE TERAPÊUTICAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos científicos realizados por laboratórios de diversas universidades e por conceituados cientistas e institutos de pesquisas, atestam as propriedades medicinais e nutritivas da erva mate. O uso da infusão, em pouco tempo, “refaz da fadiga e excita ao trabalho”, sendo que a principal propriedade do mate consiste em duplicar a atividade sobre todas as formas: intelectual, motora e vegetativa, produzindo facilidade, elasticidade e agilidade físicas, sensação de força e bem estar. De acordo, com os diversos estudos realizados sobre a erva mate, suas propriedades, chegam à ser espantosas. A cafeína exerce efeito sobre o sistema nervoso central, estimulando o vigor mental. Com vitaminas do complexo B, o mate participa do aproveitamento do açúcar nos músculos, nervos e atividade cerebral do homem; vitaminas C e E agem como defesa orgânica e são benéficas para os tecidos do organismo; sais minerais, juntamente com a cafeína, ajudam o trabalho cardíaco e a circulação do sangue, diminuindo a tensão arterial, dado que a cafeína atua como vasodilatador. Em tais situações, também pode ser suprida a sensação de fome. 0 mate favorece a diurese, sendo de grande utilidade nas moléstias de bexiga. Atua também sobre o tubo digestivo, ativando os movimentos peristálticos, facilita a digestão e suaviza os embaraços gástricos, favorecendo a evacuação e a mictação. Os componentes químicos encontrados na erva, apontam a presença de vitamina B1, cálcio, ferro, fósforo e manganês, confirmando as propriedades terapêuticas da erva mate como estimulante, diurético e facilitador da digestão. A erva mate também apresenta potencial preventivo e curador da aterosclerose, doença causada pelo acúmulo de gordura nas artérias. A ação oxidante reduz a reatividade vascular, comprometendo o vasorelaxamento necessário para uma boa circulação sangüínea e podendo, causar, entre outras complicações, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Ingrediente principal do chimarrão, a erva se mostrou um eficaz redutor das reações de oxidação que causam a doença. Próximo passo é transformá-la em alimento funcional e em fitofármaco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LENDA DA ERVA MATE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Surgimento da erva pelo Deus Tupã&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Conta a lenda que a árvore de onde se colhe a folha para produzir a bebida amarga adorada por tantos gaúchos só surgiu no mundo depois de um pedido muito especial feito a Tupã o grande deus indígena. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;        Em algum lugar no meio das coxilhas vivia aquerenciada uma tribo guarani cujo cacique tinha muita fama de valentia, bravura e sabedoria. Era um exemplo para seus comandados. Todos os índios queriam ser como ele, lutar como ele, caçar como ele, ter o conhecimento de tudo o que ele sabia. Outro motivo de orgulho para o cacique era a sua linda e formosa filha, Caá-Yari, muito admirada pelos jovens guerreiros. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;        Mesmo com tantas razões para ser um homem altivo e feliz, o chefe índio andava acabrunhado. Triste. Uma tristeza vinda lá do fundo da alma. O cacique estava se enveredando pelos caminhos da velhice e tinha medo de ficar sozinho. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;        Além disso, estava preocupado com sua sucessão. Não tinha filho homem e precisou escolher para sucedê-lo o mais valoroso entre os guerreiros da tribo. Justo o bravo pela qual sua filha Caá-Yari estava apaixonada. Era um grande problema a afligi-lo.Pela lei dos guaranis, a mulher do chefe da tribo tinha de acompanhá-lo em quaisquer de suas viagens, fossem caçadas, fossem batalhas, fossem missões de paz ou a busca de novas terras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;        Assim, se Caá-Yari casasse com o guerreiro escolhido para se tornar o novo cacique, muitas vezes teria que se ausentar da tribo. Com a filha longe, o velho chefe não sabia se ia agüentar continuar vivendo.             Caá-Yari conhecia as apreensões do pai. E para não magoá-lo, a bela índia amava seu adorado em segredo. A filha zelosa sabia que, só com o pensamento de vê-la longe, o cacique caía numa melancolia danada. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;        O desprendimento de Caá-Yari era percebido pelo chefe indígena. Sua dor e angústia eram tantas que decidiu procurar Tupã, o deus dos deuses, aquele que costuma ordenar todas as coisas do mundo. O cacique tinha consciência de que não poderia exigir a presença da filha ao seu lado para sempre e pediu a Tupã que lhe escolhesse um companheiro para as horas de solidão.Como forma de atender o pedido, o grande cacique do Céu mostrou ao cacique da Terra uma árvore grande, de folhas verdes. Dessa árvore o chefe índio retiraria, secaria e torraria as folhas, fazendo com elas uma bebida amarga e quente, mas deliciosa. Seria sua companhia para quando ninguém estivesse junto a ele. Para preencher o vazio da saudade. E assim foi criada a erva-mate. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;        Tupã também ensinou o cacique a partir o porongo e a fazer um canudo de taquara. Junto com a erva, surgiram a cuia e a bomba do chimarrão. Arraigando-se ao hábito da nova companhia, o cacique pôde finalmente confirmar seu sucessor como legítimo líder da tribo e, ao mesmo tempo, abençoar a união dele com sua filha. Agora, quando os dois jovens estivessem longe, o velho índio teria sempre ao seu lado o antídoto para espantar a tristeza. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;        Por ter sido a razão principal do surgimento da erva-mate, Caá-Yari passou a ser a padroeira e protetora dessas árvores.Desde então, a lenda foi sendo contada de geração em geração. Uma história que passou a rechear a prosa nas rodas de chimarrão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>AS COMIDAS DO GAÚCHO</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T19:39:01Z</pubDate>
		<description>&lt;table border=&quot;0&quot; width=&quot;500&quot;&gt;&lt;br /&gt;	&lt;tbody&gt;&lt;br /&gt;		&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;			&lt;td&gt;&lt;font face=&quot;verdana,arial&quot; size=&quot;2&quot; color=&quot;#a52a2a&quot;&gt;&lt;br /&gt;			&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;AS COMIDAS DO GAÚCHO&lt;a name=&quot;Roupa Velha ou Desfiado de Charque ou Xatasca&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Roupa Velha ou Desfiado de Charque ou Xatasca&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1/2 Kg de charque, 1 colher de sopa de óleo, 1 cebola picada, farinha de mandioca e temperos `a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Preparação: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Após haver dessalgado o charque,(lavar o charque e deixar de molho de véspera, não sendo possível deixar o charque de molho dar uma esquentada depois de picado, pois o efeito será o mesmo). Trocar a água diversas vezes para que não fique salgado. Cortar em pedaços e cozinhar em água ate amolecer bem. Desfiar. Refogar no óleo com a cebola picada e engrossar com farinha de mandioca. Verificar o sal, e, se necessário, retemperar e apimentar. Serve 4 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Cabo de Relho&quot;&gt;&lt;/a&gt;Cabo de Relho&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Preparo: 45 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Para 10 pessoas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Sobras de carne (1/4 Kg), de arroz (1/2 Kg), de feijão (1/4 Kg), de massa (1/4 Kg), de legumes (1/4 Kg), ou o que tiver , 1 cebola, 3 dentes de alho, 1/4 Kg de toucinho ou banha , manjerona, temperinho verde, sal a gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Fazer um bom refogado com a gordura e os temperos. Picar a carne e acrescentar ao refogado. Provar o sal. Em seguida juntar as sobras de arroz e feijão, de feijão, etc. Esta mistura deve ficar bem gorda. Cozinhar em fogo baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Pode-se abrir covas nesta gordura e estralar os ovos. Tampar a panela para cozinhar mais rápido. Neste caso o prato passa a chamar-se cadela overa. O gaúcho costuma comer o cabo de relho acompanhado de café ou chimarrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Puchero&quot;&gt;&lt;/a&gt;Puchero&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Rendimento para 12 pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			INGREDIENTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			o 3kg de carne de peito o 1 rabada o 1kg de lingüiça o 1kg de batata inglesa o 1kg de batata doce o 1kg de aipim o 6 espigas de milho o 2 couve-flor o 1kg de abóbora o 1 molho de cenoura o 1 molho de nabo o 5 chuchus o 1 repolho grande o 3 molhos de couve o 6 tomates sem pele o 6 cebolas o 2 molhos de tempero verde o 2 pimentões o 4 pimentas verde o 1kg de marinha de mandioca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			MODO DE PREPARAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ponha uma panela grande ao fogo, com água pela metade, 3 colheres de sopa de sal, as cebolas, os tomates, os pimentões cortados em 4 pedaços, as pimentas verdes cortadas ao meio e deixe levantar a fervura. Corte a carne de peito em toletes médios, a rabada na junta e a lingüiça em pedaços de 3 dedos e coloque na panela. Depois de 20 minutos, coloque a batata doce, se for grande, cortada em 4 pedaços, se for pequena, em dois, a cenoura cortada em dois pedaços, o milho verde quebrado em dois, o nabo cortado ao meio, o chuchu cortado em 4 e aipim em pedaços de 4 dedos. Deixe fervendo por mais 20 minutos e coloque a abóbora em pedaços médios e a batata inglesa cortada ao meio. Tenha à mão 3 bacias ou formas onde colocará os ingredientes que deverão ser retirados assim que forem ficando prontos. As carnes, os legumes e as verduras, separadas em cada recipientes. Por último, coloque a couve-flor sem o talo, porém não muito desfeita, o repolho desfolhado e a couve sem o talo. Verifique e corrija o sal sempre que necessário. Quando estiver tudo cozido, retire a panela do fogo e vá colocando a farinha de mandioca lentamente, mexendo sempre, até conseguir um pirão no ponto médio, mas para duro. Esquente os recipientes e sirva em pratos separados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Arroz carregado&quot;&gt;&lt;/a&gt;Arroz carregado&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Porção para 5 pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			o ¼ kg de charque o ¼ kg de lingüiça o ¼ kg de carne de paleta o ¾ kg de arroz o 5 folhas de couve o 3 cenouras médias o 3 batatas inglesas o 2 cebolas o 4 dentes de alho o 1 pimenta verde o 1 folha de louro o tempero verde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			MODO DE PREPARAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Aferventar o charque para tirar o excesso de sal. Picar miúdo o charque, a carne de paleta e a lingüiça. Fritar tudo junto, e quando estiver no ponto, juntar as cebolas, o alho, a pimenta e a folha de louro, tudo bem picado. Cortar a cenoura em rodelas finas, a batata em pedaços pequenos e a couve em tiras bem estreitas. Quando os temperos estiverem prontos, juntar o arroz e deixar fritar por cinco minutos. Colocar água fervendo até 2 dedos e meio acima dos ingredientes e juntar a cenoura, a batata e a couve, misturando bem. Deixar cozinhar por cinco minutos em fogo brando e corrigir o sal, colocando o tempero verde picado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;João trançudo&quot;&gt;&lt;/a&gt;João trançudo&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Porção: 3 pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			o 1 kg de chasque o 1 cebola o 3 dentes de alho o 1 pimenta o banha o 1kg de massa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Modo de preparar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Fazer o guisado, conforme a receita de guisado de charque com bastante molho. Cozinhar a massa à parte, em água e sal. Quando estiver pronto, misturar o guisado à massa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Quebra-bico&quot;&gt;&lt;/a&gt;Quebra-bico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Porção: 10 pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Este prato foi recolhido da região de Piratini. Seu nome provém da lenda que conta ter o sapo convidado a cegonha dificultando ou impossibilitando a cegonha de comer. Esta, por sua vez, vingou-se, retribuindo o convite ao sapo e servindo a comida em um recipiente comprido e fino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			o 3kg de lingüiça o 1 dúzia de ovos o 1/2 kg de cebola o 1/2 kg de tomate o 1 pimentão o 4 dentes de alho o 1 kg de farinha de mandioca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Modo de preparar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Tirar a pele da lingüiça, desmanchar em guisado e colocar a fritar. Depois de bem dourada, juntar todos os temperos picados bem miúdos. Quando estiver bem frito, juntar os ovos e deixar cozinhar no molho com a panela bem tapada, juntando um pouco de sal, se a lingüiça não for bem salgada. Quando os ovos estiverem bem cozidos, misturar a farinha de mandioca, até que fique seco e enfarelado. É um prato buenacho para a madrugada, depois de uma seresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Espinhaço de ovelha com aipim&quot;&gt;&lt;/a&gt;Espinhaço de ovelha com aipim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 espinhaço o sal o pimenta-do-reino o alho o louro o 1 kg de aipim o 100g de cebola o estragão o tempero verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Preparação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Tempere o espinhaço com sal, pimenta-do-reino, alho e louro. Refogue-o, até que fique dourado. Coloque bastante estragão e adicione a água aos poucos. Retire toda a gordura. Cozinhe o aipim, à parte. 1/3 do aipim cozido deve ser colocado na panela para que ferva junto com o espinhaço e o estragão. Acrescente o aipim restante. Sirva bem quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Cola gaita&quot;&gt;&lt;/a&gt;Cola gaita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Porção: 3 pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			o 1 1/2 kg de espinhaço de ovelha o 1 kg de aipim o 2 cebolas o 4 dentes de alho o 2 xícaras de farinha de mandioca o 2 pimentas verdes o farinha de mandioca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Modo de preparar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Fritar as chuletas do espichaço já salgadas. Picar bem as cebolas e o alho e colocar para fritar junto ao espinhaço. Se o aipim for muito duro, cozinhar à parte, colocando 2 dedos de água quente e a pimenta picada. Corrigir o sal. Quando o aipim estiver cozido, colocar mais um pouco de água e ir mexendo devagar. Quando for colocado a farinha de mandioca, até ficar num ponto médio de pirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Quibebe&quot;&gt;&lt;/a&gt;Quibebe&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			INGREDIENTES: 6 pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1kg de abóbora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			50g de manteiga &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 pitada de açúcar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 pitada de sal salsa picada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			PREPARO: Cortar a abóbora em cubos e cozinhar em fogo médio com água suficiente para cobrir os pedaços. Cozinhar até desmanchar, adicionar então a manteiga e mexendo bem até virar um creme. Adicionar o sal e o açúcar, salpicar com a salsa e servir bem quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Vaca atolada&quot;&gt;&lt;/a&gt;Vaca atolada&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 kg de costela de boi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			3 dentes de alho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 colher de sopa de sal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 colher de sopa de colorau &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 concha de gordura de porco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			2 litros de água &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			suco de 1 limão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 cálice de cachaça &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			3 cebolas médias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 folha de louro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			1 ramo de salsa e cebolinha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			pimenta malagueta a gosto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			madioca cozida a gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Modo de Preparar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Colocar a água para ferver juntamente com o limão e a cachaça. Juntar a costela e ferver por cerca de 20 minutos. Escorrer e lavar. Reservar. Aquecer a gordura e juntar o alho amassado para dourar. Colocar o colorau as costelas e deixar alourar. Mexer sempre. Colocar água aos poucos para cozinhar até formar um caldo. Acertar o tempero, acrescentar as cebolas inteiras, o louro, a salsa e a cebolinha. Manter a panela tapada para cozinhar. À parte, cozinhar a mandioca em pedaços, escorrer e juntar a costela. Deixar ferver para pegar o gosto e engrossar o caldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;strong&gt;&lt;a name=&quot;Arroz de Alambrador&quot;&gt;&lt;/a&gt;Arroz de Alambrador&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Ingredientes : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Um pedaço de carne fresca de boa polpa, Azeite ou gordura, 2 xicaras de arroz, cebola picadinha, sal a gosto, 1 dente de alho picado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Modo de fazer : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			Pica-se o pedaço de carne em forma de guisado, mas do tipo &amp;quot;engasga gato&amp;quot; a mão e grandote. Lava-se o arroz. Coloca-se no fogo uma panela com azeite ou gordura, frita-se a cebola e o alho, depois de fritar a cebola e o alho é posto o quisado que deve fritar também, então é hora de por o arroz, que deve ser posto na panela seco ( a água da lavada deve ser muito bem escorrido ) mexer bem com o guisado frito, refogar por uns minutos, feito isto, por água até cobrir a mistura, tampar e deixar ferver. O Sal é posto por último, de uma provadinha, baixe o fogo e é só esperar. O Arroz de Alambrador é fácil de fazer e é um prato muito saboroso e apreciado quando servido meio molhadinho, como o carreteiro. Este prato pode ser acompanhado de uma couve refogada ou batata inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			E POR AI SE VAI....&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/font&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;		&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/tbody&gt;&lt;br /&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>O CAVALO</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T19:21:00Z</pubDate>
		<description>&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;O CAVALO&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, muito embora algumas tentativas, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Estas o ajudam. Estas ajudam muito, mas ainda não podem fazer o que o cavalo faz, como por exemplo, um aparte no rodeio ou numa porteira de mangueira. Além disso, o cavalo é o ingrediente que maiores belezas e alegrias produzem dentro dos trabalhos de uma estância. Ë belo, é ágil, é inteligente, é dócil, é veloz, é vaidoso, é forte, enfim nos proporciona momentos de verdadeiro encantamento, principalmente quando, em seu lombo, praticamos as mais difíceis, porém mais emotivas e alegres lidas, como o tiro de laço e o aparte, que hoje os &amp;quot;Crioulistas&amp;quot;apelidaram de &amp;quot;Paleteada&amp;quot; .&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Convença-se, pois, que você jamais poderá deixar de possuir alguns, porá apoder desempenhar a contento suas atividades e, sobretudo, para poder usufruir a felicidade que eles sem dúvida alguma vão proporcionar-lhe. Confira e verá!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Existem muitas raças. Aqui no Estado do Ro Grande do Sul cria-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Inglês, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)Árabe, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)Crioulo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)Quarto de Milha, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Manga larga, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)Percheron, etc.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas principais características são:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Inglês: Muito altos, extremamente velozes, não se prestam muito para a lida campeira, são apropriados para carreiras de tiro longo;&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Árabe: Altos, muito ágeis, finos de corpo, belíssimos, porém também não são aconselháveis para o campo porque são extremamente nervosos e exageradamente delgados;&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Crioulo: São os mais rústicos dos aqui enumerados, engordam em qualquer campo, são pequenos, mas grossos e fortes, favorecendo as manobras rápidas e em espaços reduzidos, não dependem de trato suplementar além do campo. São os cavalos ideais para serviços com o gado;&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Quarto de Milha – Muito velozes em tiros curtos de até 400 metros, prestam-se muito bem para o tiro de laço, porém perdem para o Crioulo na rusticidade porque dependem sempre, de alguma ração suplementar além do campo. São um pouco maiores que os Crioulos;&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Manga Larga – Boníssimos para longas viagens, em face do seu bom cômodo e da velocidade que desempenham, geralmente são &amp;quot;marchadores&amp;quot; o que os fazem perder para o Crioulo num espaço vital: o pique da arrancada. O Crioulo, por ser geralmente de trote arranca com mais rapidez em face da posição das patas que, no trote, estão mais próximas umas das outras;&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Percheron – Insuperável na força são apropriados para tração.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Diante das principais características enumeradas acima você naturalmente já deduziu a raça que mais lhe convém.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Ao iniciar sua nova atividade você, deveria adquirir algumas éguas, que, além de servirem para o trabalho também servirão para dar-lhe novos cavalos, assim sua estância faria naturalmente a renovação da cavalhada. No entanto não exagere na quantidade, porque um eqüino come por 2 ou 3 vacas, além de pastar noite e dia, ainda arranca algum pasto com a raiz.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;O conceito generalizado entre os estancieiros antigos era de possuírem centenas e até milhares de eqüinos. Conheci uma proprietária, em Mostardas, Maria Joaquina Osório Velho, que chegou a possuir 2.000 animais cavalares. Meu pai, enquanto criador de certa escala, nunca teve menos de 200 eqüinos, apenas por puro prazer e um certo orgulho.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Hoje, salvo em Cabanhas especializadas em criação de cavalos, isto é absolutamente antieconômico.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pêlos&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Já que dedicamos um capítulo aos Cavalos, seria imperdoável não falarmos sobre os seus variadissimos pêlos. Dado a sua grande importância, dedico-lhe em capítulo especial.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;O assunto é polêmico porque encerra muitas diferenças entre as várias regiões do Rio grande. Além disso, existe ainda, enorme discrepância entre as linguagens militar ou turfistas e a da gauchada campeira, que jamais chamou o cabalo zaino de castanho...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Por outro lado alguns animais possuem em seu corpo mais de uma pelagem, o que dificulta a identificação.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;É oportuno lembrarmos, também, que até um ano e meio a dois anos de idade alguns eqüinos mudam a pelagem, só atingindo a definitiva a partir daí.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Como me propus, neste modesto trabalho, a transmitir aos leigos alguns ensinamentos, coerentemente permanecerei dentro desta linha, respeitando sempre o regionalismo crioulo.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;São, pois, os seguintes pêlos que conheço:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ALAZÃO: vermelho – claro alarenjado.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;AZULEGO: azulado, com uma ou outra mancha branca.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;BAIO: cor de café com leite fraco.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;BAIO CABOS – NEGROS: com pernas, crina e cola pretas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;BAIO ENCERADO: café com leite forte e manchas arredondadas e levemente mais escuras.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;BAIO CEBRUNO: café com leite forte e argolas pretas nas quatro patas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;BAIO RUANO: café com leite bem desmaiado e crina e cola brancas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;BRANCO: totalmente branco&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;BRAGADO: totalmente coberto de manchas brancas, vermelhas ou pretas embaralhas e indefinidas, dando a apar6encia de um buquê de flores.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;COLORADO: vermelho.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;COLORADO PINHÃO: vermelho carregado, quase encarnado.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;DOURADILHO: vermelho bem claro, que brilha quando exposto ao sol&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;GATEADO: café com leite forte ou marrom fraco.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;GATEADO ROSILHO: com pintinhas brancas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;LUBUNO: cinza&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;MALACARA: geralmente cavalos vermelhos que tiverem, à frente da cabeça, uma mancha vertical, dos olhos até o focinho (outros pêlos que tiverem a mesma macha normalmente não são tratados como Malacara).&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;MOURO: pequenas pintas brancas sobre o fundo preto.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;OVEIRO: manchas grandes, brancas, vermelhas ou pretas, arredondadas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;PAMPA: o cavalo que tiver toda a cabeça branca.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;PANGARÉ: café com leite, com barriga e focinho brancos.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;PICAÇO: todo preto com qualquer mancha branca e em qualquer lugar.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;PRETO: totalmente preto&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ROSILHO: pintas brancas sobre o fundo vermelho.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ROSILHO PRATEADO: rozilho, com a anca quase branca.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ROSADO: é como na Serra denominam o Bragado.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;RUANO: vermelho claro e crinas e cola brancas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TOBIANO: faixas largas e bem definidas, brancas e vermelhas ou brancas e pretas, em geral dispostas verticalmente.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TOBIANO ROZILHO: quando as faixas forem rozilhas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TOBIANO MOURO: quando as faixas forem do pêlo mouro.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TORDILHO: fundo branco com pintas levemente mais escuras de um branco sujo.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TORDILHO NEGRO: fundo branco com pintas de um preto desmaiado.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TORDILHO VINAGRE: fundo branco sob pintas marrons.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TOSTADO: cor de castanha madura.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;TOSTADO RUANO: A cor de castanha madura e crinas e cola brancas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ZAINO: marrom escuro&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ZAINO CRUZADO: marrom escuro e duas patas brancas desencontradas.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ZAINO NEGRO: quase preto.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ZAINO PINHÃO: puxado à cor de pinhão maduro.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;	&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ZAINO TAPADO: o que não tem qualquer pinta branca.&lt;/font&gt; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Arial, Helvetica, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Alguns animais possuem de 1 a 4 canelas brancas, independente da sua pelagem geral, estes são chamados de &amp;quot;calçados&amp;quot; (gateado calçado da 4 patas, etc.).&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>DANÇAS DO RIO GRANDE DO SUL</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T19:15:36Z</pubDate>
		<description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;DANÇAS DO RIO GRANDE DO SUL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valsa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compasso ternário como dança é muito antigo. Originária das danças tirolezas austríacas. Entretanto com o título de valsa somente aparece no Séc. XVII e se realiza nos bailados de óperas no Séc. XVIII. Chega ao seu apogeu no Séc. XIX, com as &amp;quot;Valsas Vienenses&amp;quot; estilizadas pelos músicos e compositores da famílias Strauss. Veio para o Brasil nos fins do Séc. XVIII era conhecida &amp;quot;valsa figurada&amp;quot;, trazida pelos portugueses. No Séc. XIX foi difundida e dançada a valsa de par com todas as pompas do Reino e do Império. Hoje, no sul do país a valsa ganhou seu estilo próprio, ritmo e dança. Adaptou-se aos costumes e maneiras do peão gaúcho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chotes&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança de salão originária da Hungria. O &amp;quot;Schottisch&amp;quot; invadiu a França, Alemanha e Inglaterra no Séc. XIX. Apareceu no Brasil no período Regencial e foi moda no Segundo Império. De norte a sul o chotes é uma dança muito popular, cantado ou somente em solo instrumental. É dançado em pares com três passos comuns diferentes: um e um, dois e dois ou dois e um. No Rio Grande do Sul, além dos passos comuns, dança-se o chotes marcado e também, principalmente, entre os descendentes da imigração açoriana, dançam o chotes afigurado sem limites de passos e figuras. Em Santa Catarina também é dançado os passos comuns, chotes afigurado, chotes marcado e chotes contra-passo. No Paraná, além dos passos comuns é mais dançado o chotes marcado, ou seja: uma marcação e um valseio de um em um passo. Nas colônias de origem alemã e italiana dança-se chotes de carreirinha e chotes de quatro passos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Milonga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança argentina ao som de guitarras muito popular no Uruguai de onde entrou para o Brasil. Hoje aculturada no pampa gaúcho, faz parte do acervo musical do sul brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rancheira&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança de origem árabe. Trazida e estilizada na Argentina. No rio Grande do Sul o ritmo é mais vivo e a coreografia mais saltitante, estilo popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vanera, Habanera ou Havanera&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dança e canto popular originária de Havana - Cuba. Ritmo em 2/4 sendo o primeiro tempo forte e bem acentuado. Música popular em quase todos os países espano-americanos. No Rio Grande do Sul foi muito usada pelas Bandas das colônias de imigração italiana. Nos campos, os gaiteiros gaúchos denominavam de &amp;quot;vanera&amp;quot; e fez deste ritmo o mais amplo repertório para animação de fandangos, bailantas e festas gauchescas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bugio &amp;quot;BUGIU&amp;quot; de Bugio&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ritmo gaúcho de origem muito remota - fins do Séc. XIX. Dança de peões com chinas indígenas, sob qualquer som musical da época. No início do Séc. XX já era dançado ao som de gaitas de botão, mas ainda como dança não social. Na década de 50 o bugiu foi requintado com arranjos de gaitas apianadas e na década de 60 passou a Ter letra própria enfocando a presença do macaco bugio no contexto da letra. Hoje o Bugiu é dança de salão e deu origem a grandes festivais como &amp;quot;Ronco do Bugiu&amp;quot; em São Francisco de Paula e &amp;quot;Querência do Bugiu&amp;quot; em São Francisco de Assis. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>CHIMARRÃO, SEUS MANDAMENTOS E PREPARO</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T19:00:09Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;OS 10 MANDAMENTOS DO CHIMARRÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gaúcho aprende desde piazito que e por que o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas. Mas, se tu és dos que vêm de outros pagos, mesmo sabendo poderás achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio que alguém pode imaginar neste pedaço do Brasil: pedir açúcar. Pode-se pôr na água ervas exóticas, cana, frutas, cocaína, feldspato, dólar etc, mas jamais açúcar. O gaúcho pode ter todos os defeitos do mundo mas não merece ouvir um pedido desses. Portanto, tchê, se o chimarrão te parece amargo demais não hesites: pede uma Coca-Cola com canudinho. Tu vais te sentir bem melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu podes achar que é anti-higiênico pôr a boca onde todo mundo põe. Claro que é. Só que tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando do chimarrão. Repito: pede uma Coca-Cola com canudinho. O canudo é puro como água de sanga (pode haver coliformes fecais e estafilococos dentro da garrafa, não no canudo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais. Se tu não és uma pessoa normal, assume e não te fresqueies. Se, porém, te julgas perfeitamente igual às demais, faze o seguinte: vai para o Paraguai. Tu vais adorar o chimarrão de lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - NÃO  DEIXES UM MATE PELA METADE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da grande semelhança que existe entre o chimarrão e o cachimbo da paz, há diferenças fundamentais. Com o cachimbo da paz, cada um dá uma tragada e passa-o adiante. Já o chimarrão, não. Tu deves tomar toda a água servida, até ouvir o ronco de cuia vazia. A propósito, leia logo o mandamento seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - NÃO TE ENVERGONHES DO &amp;quot;RONCO&amp;quot; NO FIM DO MATE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ao acabar o mate, sem querer fizeres a bomba &amp;quot;roncar&amp;quot;, não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado. Este negócio de chupar sem fazer barulho vale para Coca-Cola com canudinho, que tu podes até tomar com o dedinho levantado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - NÃO MEXAS NA BOMBA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bomba do chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Se isso acontecer, tens todo o direito de reclamar. Mas, por favor, não mexas na bomba. Fale com quem lhe ofereceu o mate ou com quem lhe passou a cuia. Mas não mexas na bomba, não mexas na bomba e, sobretudo, não mexas na bomba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - NÃO ALTERES A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve mas, depois de entrar, espera sempre tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - NÃO &amp;quot;DURMAS&amp;quot; COM A CUIA NA MÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar mate solito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida. Tu mateias sem pressa, matutando, recordando... E, às vezes, te surpreende até imaginando que a cuia não é cuia mas o quente seio moreno daquela chinoca faceira que apareceu no baile do Gaudêncio... Agora, tomar chimarrão numa roda é mui diferente. Aí o fundamental não é meditar e sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ri, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que esta tua participaçâo não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer da cuia que está em tua mão. Fala quanto quiseres mas não esqueças de tomar teu mate, que a moçada tá esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro, saibas que grosso é tu. O pior mate é o primeiro e quem o toma está te prestando um favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - NÃO DIGAS QUE CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pegas na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que chimarrão é cancerígeno. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esquece o câncer. Se não der para esquecer, faze o seguinte: pede uma Coca-Cola com canudinho, que ela... etc, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estas conhecendo o chimarrão agora, aí vai alguns termos que são usados em uma Roda de Chimarrão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amargo: Chimarrão. Cambona: espécie de chaleira usada para esquentar a água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cevar: é o preparo. Matear: o mesmo que sorver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roncar: Terminar de tomar o mate &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorver: saborear, o ato de beber o chimarrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba também: - Nunca deixe ferver a água que estiver esquentando para o chimarrão, pois teu mate será de ma qualidade. Saibas que, quando estiver chiando a cambona a água estará na temperatura ideal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem cevar o mate coordenará a Roda de chimarrão, seguindo sempre pela sua mão direita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passe sempre o chimarrão com a mão direita, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caso esteja ocupada e passares com a esquerda, fale: Desculpe a mão! Então a pessoa que recebe o mate responde: É a mesma do coração! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueças que o primeiro mate é sempre do cevador. É uma “lei”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só passe a cuia se realmente estiver terminado de tomar, ou seja se a cuia “roncar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não agradeças o mate se ainda tiver água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAIS DICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURTINDO A CUIA... Se ganhaste uma cuia nova, não faça mate diretamente nela. Tu não podes esquecer que a cuia de porongo deve ser “curtida” antes. Como fazer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encha a cuia de erva e água quente, podes acrescentar também à erva cinza vegetal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ficar assim por dois ou três dias. Deixes sempre bem úmido para melhor cutir a cuia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do tempo estabelecido, retire a erva raspando bem a cuia. Tu vais notar que a cuia ficará com cara de que é muito usada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxágües a cuia e pronto! Podes cevar o mate! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>TRADIÇÃO GAÚCHA, O CHIMARRÃO</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T18:45:08Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;TRADIÇÃO GAÚCHA, O CHIMARRÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chimarrão A Tradição do chimarrão é antiga, símbolo da Hospitalidade Gaúcha, de origem indígena (Guaranis), o chimarrão autêntico, sem açúcar, toma-se em uma cuia de porongo, hoje, por uma bomba de metal. Em seus primórdios o chimarrão era consumido através de um “canudo” de taquara, chamado Taquapy. O chimarrão, por sua vez, também tem suas propriedades desintoxicantes e rico em cálcio e ferro. A Erva Mate, Ilex paraguariensis, é uma árvore nativa, um dos símbolos ecológicos do Rio Grande do Sul. Até chegarmos ao chimarrão, propriamente dito, a Erva Mate passa por vários processos: I – Colheita: Feita por mais ou menos cinco pessoas, denominadas taifeiros. Um deles sobe até a árvore para cortar alguns galhos da planta, enquanto os outros recolhem os galhos colocando-os em um balaio de taquara que é transportado até o Raído (utilizado para facilitar o transporte), feito de taquara ou cipó. II – Secagem: Chegado os galhos até o Carijo ou Barbaquá, uma espécie de galpão, totalmente fechado, somente uma abertura, a porta. Neste galpão existe uma espécie de churrasqueira para secar as folhas. No Carijo, a secagem é indireta, ou seja, a folha não tem contato direto com o fogo do braseiro. Já no Barbaquá, a secagem é direta, ao contrário da anterior. III – Cancheamento ou Trituração: Pode ser feita por duas técnicas, uma usando o Soque, mais atual, e outra usando o Monjolo. Soque: movido à tração animal ou moinho d’água. Hoje são grandes maquinas movidas a eletricidade. Monjolo: bem mais ultrapassado, o monjolo é constituído por três partes, bica d’água, cocho do monjolo e o pilão. A bica chegava a ter quilômetros de distância até o local de produção, onde estava instalado o cocho para receber a água, que vinha de uma cachoeira (mais comum), para ter força de mover-se para cima e para baixo, triturando as folhas da Erva mate que estavam no pilão. Nestas duas técnicas, a erva pode ser moído grosso ou fino vai do seu gosto. IV – Consumo: Pronto, tua erva para chimarrão está no ponto, basta ser feito o empacotamento e daí direto para a cuia. *Estes quatro processos, hoje, são mais modernizados, mas continuam os mesmos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>HISTÓRIA DA WOLKSWAGEM</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T15:21:23Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;História da Volkswagen Mais de 50 anos de Brasil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Década de 30, século XX, Alemanha A Volkswagen iniciou sua trajetória na década de 1930, na Alemanha, com o projeto de construção do automóvel Käfer, que ficaria conhecido no Brasil como Fusca. A primeira fábrica, chamada de KdF-Stadt (atual Wolfsburg), que só havia produzido algumas unidades quando a Segunda Guerra Mundial, iniciou-se em 1939. Como conseqüência da guerra, sua produção foi adaptada para veículos militares, como o jipe Kübelwagen,o modelo anfíbio Schwimmwagen e o Kommandeurwagen. 1945 - Um futuro incerto O carro e a cidade mudaram seus nomes da época da Segunda Guerra Mundial para, respectivamente, Volkswagen e Wolfsburg. Enquanto isto, a produção crescia. Como ainda era incerto o futuro da fábrica, a mesma foi oferecida a representantes de empresas automobilísticas britânicas, americanas e francesas. Todos a rejeitaram. Após 1948, a Volkswagen se tornou um importante elemento simbólico e econômico da recuperação da Alemanha Ocidental. Heinrich Nordhoff (1899-1968), ex-gerente da área de caminhões da Opel, foi chamado para dirigir a fábrica naquele ano. Além da introdução do veículo comercial &amp;quot;VW tipo 2&amp;quot; (conhecido como Kombi) em suas versões de passageiros, furgão e camioneta, e do esportivo Karmann Ghia, Nordhoff seguiu a política de modelo único até pouco antes de sua morte em 1968. A produção do &amp;quot;tipo 1&amp;quot;, o fusca, cresceu enormemente ao longo dos anos no mundo todo, tendo atingido 1 milhão de veículos em 1954. A Volkswagen expandiu sua linha de produtos em 1967 com a introdução de vários modelos &amp;quot;tipo 3&amp;quot;, os quais eram essencialmente variações de desenho de carrocerias (&amp;quot;hatch&amp;quot;, três volumes) baseados na plataforma mecânica do &amp;quot;tipo 1&amp;quot;. Em 1964 ocorrera a aquisição da Audi/Auto-Union pelo grupo VOLKSWAGEN. A Audi possuía os conhecimentos tecnológicos sobre tração dianteira e motores refrigerados a água dos quais a Volkswagen tanto necessitava para produzir um sucessor de seu &amp;quot;tipo 1&amp;quot;. A influência da Audi abriu caminho para uma nova geração de automóveis: Polo, Golf e Passat. A produção do Käfer na fábrica de Wolfsburg cessou em 1974, sendo substituído pelo Golf. Era um veículo totalmente diferente de seu predecessor, tanto na mecânica quanto no desenho, com suas linhas retas desenhadas pelo projetista italiano Giorgetto Giugiaro. A produção do Käfer (Fusca) continuou em fábricas alemãs menores até 1978, porém a maior parte da produção foi deslocada para o Brasil e México. Do Fusca para o Golf A história da Volkswagen no Brasil começou em 23 de março de 1953, em um pequeno armazém alugado na Rua do Manifesto no tradicional bairro do Ipiranga em São Paulo. Nascia ali a Volkswagen do Brasil Ltda. De lá, saíram os primeiros Fuscas (na época ainda chamados de Volkswagen Sedan) montados com peças importadas da Alemanha. A força de trabalho da época era formada por apenas 12 empregados. De 1953 a 1957, foram montados nesse galpão 2.820 veículos (2.268 Volkswagen Sedan 1.200cc e 552 Kombi). Em junho de 1956 o governo brasileiro proporcionou condições favoráveis para a instalação da indústria automobilística no País, fixando as bases estruturais para o rápido desenvolvimento do setor. Imediatamente, a Volkswagen decidiu construir sua primeira fábrica em São Bernardo do Campo. No ano seguinte, em 2 de setembro, saía da linha de montagem o primeiro modelo da marca fabricado inteiramente em território nacional: a Kombi. Apenas 50% de suas peças e componentes eram produzidos no País. O primeiro Fusca (Sedan) montado aqui foi lançado em 3 de janeiro de 1959. Nesse mesmo ano foram vendidas 8.406 unidades do modelo que rapidamente se tornaria um estrondoso sucesso de mercado em uma época dominada pelos automóveis importados de grande porte. Até 1986 o Brasil produziu 3,1 milhões de unidades do lendário Fusca. Em 18 de novembro de 1959 a Volkswagen inaugurou oficialmente a fábrica Anchieta em São Bernardo do Campo por onde circulou - a bordo de um Fusca conversível - o então Presidente da República, Juscelino Kubistcheck. Ele estava acompanhado pelo Governador de São Paulo, Carvalho Pinto, e os presidentes da Volkswagen da Alemanha, Heinrich Nordhoff, e do Brasil, Friedrich Schultz-Wenk. A imagem dos quatro dentro do Fusca conversível se tornou uma das fotos mais marcantes na história da montadora. A empresa logo iniciou um profundo trabalho de desenvolvimento de fornecedores no País e, no final de 1961, o índice de nacionalização - tanto do Fusca como da Kombi - já atingia 95%. Em 1962 a Volkswagen incrementou a produção local com o modelo Karmann Ghia, um carro esportivo idêntico ao original alemão. Foi sucesso de vendas até 1975, quando saiu do mercado com a soma de 41.634 unidades vendidas. Em 1969 foi a vez da primeira station wagon da marca, a Variant, remodelada em 1977. Logo depois chegou o modelo TL, que ficou no mercado de 1970 a 1975. Em julho de 1970, após atingir os primeiros recordes de produção e vendas, a marca chegava ao primeiro milhão de veículos. Em março de 1972 o Fusca alcançava o número histórico de um milhão de unidades vendidas. Em 1973 foi lançada a Brasília, enorme sucesso pela praticidade e amplo espaço interno. O modelo vendeu um milhão de unidades até 1981, quando saiu de linha. O aprimoramento na produção de veículos adequados às condições geográficas e econômicas brasileiras que atendessem às novas exigências e desejos do consumidor levou a empresa a lançar o Passat em junho de 1974. Produzido até 1988, o carro de porte médio, com motor de quatro cilindros refrigerado a água e tração dianteira, era completamente diferente de tudo que existia até então. Os modelos da época se caracterizavam pelo motor e tração traseiros e refrigeração a ar. O carro foi sucesso absoluto no Brasil e no exterior - principalmente no Iraque, para onde foram exportadas 170 mil unidades. Em 1975, a montadora completava 3 milhões de carros produzidos no Brasil e colocava no mercado o SP-1, sucesso junto ao público jovem devido ao desing esportivo e arrojado. Para aliviar a produção da fábrica Anchieta, em 1976 a Volkswagen inaugurou a unidade de Taubaté, então responsável pelo fornecimento de peças estampadas, injetadas e de tapeçaria. Gol supera recordes do Fusca Em 1980 a Volkswagen iniciou a produção da chamada Família BX, composta pelo modelo hatch Gol, sedan Voyage, station wagon Parati e picape Saveiro. O Gol foi criado para cumprir uma missão quase impossível: substituir o &amp;quot;lendário&amp;quot; Fusca. Apesar de suas inúmeras qualidades, poucos acreditavam que ele pudesse se tornar o sucessor da antiga paixão nacional na preferência do consumidor brasileiro. O Gol não só conseguiu como acabou superando o Fusca. Hoje em sua quarta geração, continua batendo todos os recordes da história automotiva nacional: é o carro mais vendido no País pelo 21º ano consecutivo e é o best-seller da marca, superando 5 milhões de unidades produzidas. Autolatina O ano de 1987 foi marcado por uma forte queda do mercado automotivo. Visando reduzir os custos e melhor aproveitar os recursos disponíveis, a Volkswagen e a Ford uniram-se e criaram a Autolatina Brasil. Em sete anos, a Autolatina colocou no mercado vários carros híbridos, como Apolo, Quantum e Santana (lançado em 1984) da Volkswagen e seus &amp;quot;gêmeos&amp;quot; Verona, Royale e Versailles, da Ford. Em 1988 foi lançado o Gol GTI, primeiro carro nacional com injeção eletrônica de combustível e ignição digital com mapeamento eletrônico. Em 1993 a marca Volkswagen comemorava 10 milhões de veículos fabricados no País e relançava o Fusca, aproveitando vantagens fiscais oferecidas pelo governo federal (gestão Itamar Franco) para a produção de carros populares. Com a abertura da economia brasileira em 1994, e aquecimento das vendas internas, a indústria vivia um novo cenário. As duas marcas precisariam competir em todos os segmentos e, portanto, deveriam oferecer um portfólio de produtos individualizados e implantar estratégias comerciais independentes. Era o fim da Autolatina. Dois anos após a separação, a Volkswagen investiu cerca de R$ 500 milhões na inauguração de duas fábricas no Brasil. Em 1996 a fábrica de motores em São Carlos (SP) abria as portas para, apenas alguns meses depois, ser ampliada e produzir novos motores para os modelos Golf e Audi A3. Em novembro do mesmo ano (1996) a fábrica de caminhões e ônibus, em Resende, estado do Rio de Janeiro, iniciava suas operações. Em janeiro de 1999, com investimentos de R$ 1,2 bilhão, a empresa inaugurou a fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, onde uniu a produção do Golf e o Audi A3. Em outubro de 2006 o Audi A3 deixou de ser produzido no Brasil &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>INDIOS DO BRASIL</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T15:14:44Z</pubDate>
		<description>Índios do Brasil Sociedade indígena, escravidão e miscigenação, cultura indígena, índios brasileiros, educação indígena, arte indígena, tribos indígenas do Brasil, línguas indígenas, contato entre índios e portugueses. Introdução Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia ). Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural. A sociedade indígena na época da chegada dos portugueses. O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral ) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas. Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio). Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha. As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum. Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (ocas ). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo. A organização social dos índios Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores. Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta. Os contatos entre indígenas e portugueses Como dissemos, os primeiros contatos foram de estranheza e de certa admiração e respeito. Caminha relata a troca de sinais, presentes e informações. Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas, começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam espelhos, apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho. O canto que se segue foi muito prejudicial aos povos indígenas. Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento violento seguiu-se por séculos, resultando no pequenos número de índios que temos hoje. A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura européia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade. Tupinambás praticando um ritual de canibalismo Canibalismo Algumas tribos eram canibais como, por exemplo, os tupinambás que habitavam o litoral da região sudeste do Brasil. A antropofagia era praticada, pois acreditavam que ao comerem carne humana do inimigo estariam incorporando a sabedoria, valentia e conhecimentos. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes. A prática do canibalismo era feira em rituais simbólicos. Religião Indígena Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte. Principais etnias indígenas brasileiras na atualidade e população estimada Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700). Fonte: Funai (Fundação Nacional do Índio). &lt;br /&gt;</description>
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		<title>OBRA DE MACHADO DE ASSIS - A CARTEIRA</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T15:06:01Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;5&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;5&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;A Carteira&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;de Machado de Assis&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;...De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;disse rindo:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— É verdade, concordou Honório envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;remédio senão ir descontando o futuro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;voragem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;—Tu agora vais bem, não? dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;familiar da casa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Agora vou, mentiu o Honório.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, com que fundara grandes&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia-se tão alegre como se nadasse em&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;falavam de política.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;anos, e viu-lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou-lhe o que era.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Nada, nada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Mas as esperanças voltavam com facilidade. A idéia de que os dias&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com, trinta e quatro&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;3&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;3&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;anos; era o princípio da carreira: todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;a esperar, a gastar, pedir fiado ou: emprestado, para pagar mal, e a más horas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil-réis de&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;tarde.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada. Ao&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;enfiar pela Rua. da Assembléia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;bolso, e foi andando.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;andando, andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, —&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;enfiou depois pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Sem saber como, achou-se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;sem saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que achasse.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no a ir pagar a&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a tivesse perdido,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou-a do bolso, finalmente, mas com&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;medo, quase às escondidas; abriu-a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;não contou, mas viu duas notas de duzentos mil-réis, algumas de cinqüenta e vinte;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;calculou uns setecentos mil-réis ou mais; quando menos, seiscentos. Era a dívida&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;paga; eram menos algumas despesas urgentes. Honório teve tentações de fechar os&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar-se-ia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;consigo. Fechou a carteira, e com medo de a perder, tornou a guardá-la.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Mas daí a pouco tirou-a outra vez, e abriu-a, com vontade de contar o&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;dinheiro. Contar para quê? era dele? Afinal venceu-se e contou: eram setecentos e&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;trinta mil-réis. Honório teve um calafrio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua boa sorte,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;passava-o pelas mãos; depois, resolvia o contrário, não usar do achado, restituí-lo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Restituí-lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira algum sinal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar-me do&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;dinheiro,&amp;quot; pensou ele.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;bilhetinhos dobrados, que não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou-a por fora, e pareceu-lhe efetivamente&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;do amigo. Voltou ao interior; achou mais dous cartões, mais três, mais cinco. Não&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;havia duvidar; era dele.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;A descoberta entristeceu-o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;ato ilícito, e, naquele caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;amigo. Todo o castelo levantado esboroou-se como se fosse de cartas. Bebeu a&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;3&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;3&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;última gota de café, sem reparar que estava frio. Saiu, e só então reparou que era&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;dous empurrões, mas ele resistiu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Paciência, disse ele consigo; verei amanhã o que posso fazer.&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado e a própria&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;alguma cousa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Nada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Nada?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Mete a mão no bolso; não te falta nada?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Falta-me a carteira, disse o Gustavo sem meter a mão no bolso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Sabes se alguém a achou?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Achei-a eu, disse Honório entregando-lha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Esse olhar foi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Mas conheceste-a?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;— Não; achei os teus bilhetes de visita.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;strong&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;5&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;5&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>ADOLF HITLER</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T14:45:57Z</pubDate>
		<description>Adolf Hitler &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Tahoma, Verdana, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líder político alemão nasceu a 20 de Abril de 1889, na cidade austríaca de Braunnau, filho de Alois Hitler e Klara Pölzl. . Responsável por um dos maiores genocídios da História, desencadeador da 2.ª Guerra Mundial (1939-1945) e mandante do extermínio de cerca de 6 milhões de judeus. Sem concluir os estudos de segundo grau em Linz, mudou-se para Viena (1908), onde o sonho de se tornar pintor foi truncado quando não conseguiu ingressar na Academia de Belas-Artes. Em 1913, muda-se para Munique, Alemanha, fugindo do alistamento no Exército de seu país. Com o início da 1.ª Guerra Mundial , em 1914, alista-se no Exército alemão como voluntário. Ferido em combate, recebe a condecoração da Cruz de Ferro. Em 1919, filia-se ao Partido Operário Alemão (DAP), rebatizado em 1920 como Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e apelidado de “nazi”. No ano seguinte, passa a chefiar o partido. Preso em 1923, após uma tentativa de golpe de Estado – o Putsch de Munique –, escreve o livro Mein Kampf , que me português significa &amp;quot;Minha Luta&amp;quot;. Suas idéias se baseiam no nacionalismo, no anticomunismo, no anti-semitismo e na crença na superioridade da raça ariana. Seu objetivo é construir um novo Estado (3º Reich) capaz de promover a autonomia econômica da Alemanha, libertando-a do Tratado de Versalhes. Em 1930, torna-se cidadão alemão. Assume o poder como chanceler em 1933. Bane partidos políticos, prende opositores, reintroduz o serviço militar obrigatório e dá início à expansão militarista alemã. Ordena a invasão da Polônia em 1939, provocando a 2.ª Guerra Mundial. Manda judeus para campos de concentração e anexa vários países da Europa. Derrotado, em abril de 1945, com as tropas soviéticas cercando Berlim, suicida-se no bunker da chancelaria &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;#160;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>TIRADENTES</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T14:43:23Z</pubDate>
		<description>Tiradentes (1746 -1792)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Tahoma, Verdana, sans-serif&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mártir da Independência do Brasil, nasceu no ano de 1746 na Fazenda do Pombal, próxima ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, entre a Vila de São José, hoje Tiradentes, e São João del-Rei. Filho do português Domingos da Silva Santos, proprietário rural, e da brasileira Antônia da Encarnação Xavier, o quarto dos sete irmãos, ficou órfão aos 11 anos, não fez estudos regulares e ficou sob a tutela de um padrinho, que era cirurgião.Trabalhou como mascate e minerador e tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu o cognome Tiradentes. Com os conhecimentos que adquirira no trabalho de mineração, tornou-se técnico em reconhecimento de terrenos e na exploração dos seus recursos, começou a trabalhar para o governo no reconhecimento e levantamento do sertão brasileiro. Depois alistou-se na tropa da capitania de Minas Gerais e foi nomeado pela rainha Maria I, comandante da patrulha do Caminho Novo (1781), estrada que conduzia ao Rio de Janeiro, que tinha a função de garantir o transporte do ouro e dos diamantes extraídos da capitania. Nesse período, começou a criticar a espoliação do Brasil pela metrópole, que ficava evidente quando se confrontava o volume de riquezas tomadas pelos portugueses e a pobreza em que o povo permanecia. Insatisfeito por não conseguir promoção na carreira militar, alcançando apenas o posto de alferes, pediu licença da cavalaria (1787). Morou por volta de um ano na capital, período em que desenvolveu projetos de vulto como a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhoria do abastecimento de água do Rio de Janeiro, porém não obteve deferimento dos seus pedidos para execução das obras. Seus projetos foram rejeitados pelo vice-rei, sendo mais tarde construídos por D. João VI. Esse desprezo fez com que aumentasse seu desejo de liberdade para a colônia.De volta a Minas Gerais, começou a pregar em Vila Rica e arredores, a favor da independência do Brasil. Organizou um movimento aliado a integrantes do clero e pessoas de certa projeção social, como Cláudio Manuel da Costa, antigo secretário de governo, Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor da Comarca e Inácio José de Alvarenga Peixoto, minerador. O movimento ganhou reforço ideológico com a independência das colônias americanas e a formação dos Estados Unidos. Fatores regionais e econômicos contribuíram também para a articulação da conspiração de Minas Gerais, pois na capitania começara a declinar a mineração do ouro. Os moradores já não conseguiam cumprir o pagamento anual de cem arrobas de ouro destinado à Real Fazenda, motivo pelo qual aderiram à propaganda contra a ordem estabelecida. O sentimento de revolta atingiu o máximo com a decretação da derrama, uma cobrança forçada de 538 arrobas de ouro em impostos atrasados (desde 1762), a ser executada pelo novo governador de Minas Gerais, Luís Antônio Furtado de Mendonça, visconde de Barbacena. O movimento se iniciaria na noite da insurreição: os líderes da inconfidência sairiam às ruas de Vila Rica dando vivas à república, com o que ganhariam a imediata adesão da população. Porém, antes que a conspiração se transformasse em revolução, foi delatada pelos portugueses Basílio de Brito Malheiro do Lago, Joaquim Silvério dos Reis e o açoriano Inácio Correia de Pamplona, em troca do perdão de suas dívidas com a Fazenda Real. E assim, o visconde de Barbacena suspendeu a derrama e ordenou a prisão dos conjurados (1789). Avisado o inconfidente escondeu-se na casa de um amigo no Rio de Janeiro, porém foi descoberto por Joaquim Silvério que sabia de seu paradeiro, já que o acompanhara em sua fuga a mando de Barbacena. Preso, assumiu toda a culpa pela conjuração e após um processo que durou três anos, foi o único que não mereceu clemência da rainha dona Maria I, pois condenado à morte junto com dez de seus companheiros, estes tiveram a pena comutada por favor real. E assim, numa manhã de sábado (21/04/1792), o condenado percorreu em procissão as ruas engalanadas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e o largo da Lampadosa, atual praça Tiradentes, onde fora armado o patíbulo. Executado, esquartejado e salgado; sua cabeça foi colocada dentro de uma gaiola, levada para Ouro Preto e exposta em um poste, suas pernas cravadas em postes na Estrada das minas e os braços levados para Barbacena.Com seu sangue lavrou-se a certidão de que estava cumprida a sentença, e foi declarada infame sua memória. Essa conspiração ficou sendo conhecida como Inconfidência Mineira. Seu nome completo: &lt;strong&gt;Joaquim José da Silva Xavier&lt;/strong&gt;. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>B IOGRAFIA DE DOM PEDRO II</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-16T14:35:20Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;RESUMO DA BIOGRAFIA DE DOM PEDRO II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro II (1825-1891) No dia 2 de dezembro do ano de 1825 no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro nasceu o segundo Imperador do Brasil. Sétimo filho e terceiro varão de D. Pedro I e da Imperatriz D. Maria Leopoldina, que morreu quando D. Pedro II tinha apenas um ano de idade. Herdou o direito ao trono com a morte de seus irmãos mais velhos Miguel e João Carlos. Como seus outros dois irmãos homens tinham morrido ele era o herdeiro do trono brasileiro.Tinha 5 anos quando o pai abdicou e ficou no Brasil sob a tutela de José Bonifácio de Andrade e Silva e, depois (1833-1840) Manuel Inácio de Andrade Souto Maior, marquês de Itanhaéme. Durante sua menoridade o Brasil foi dirigido por uma Regência. Começou a estudar sob a orientação da camareira-mor D. Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte. Foi aclamado segundo imperador do Brasil, aos seis anos de idade e assumiu o trono aos 15 anos (18/06/1841), um ano depois de ser declarado maior e começar a reinar. Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. A um de seus preceptores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos. Quando da revolução da Maioridade, por exemplo, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: &amp;quot;Quero já!&amp;quot;. No dia 30 de maio do ano de 1843, D. Pedro II casou-se com a princesa napolitana Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha de Francisco I, do Reino das Duas Sicílias. Foi pai de quatro filhos, mas só dois sobreviveram: as princesas Isabel e Leopoldina. No seu reinado o Brasil teve um grande desenvolvimento, progrediu grandemente no campo social. No início de seu governo fez viagens diplomáticas às províncias mais conflituadas. Interessado pelas letras e pelas artes, manteve correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur e Gobineau, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Durante seu reinado, percorreu quase todo o Brasil, viajou para várias partes do mundo, visitando a América do Norte, a Rússia, a Grécia e vários outros países da Europa e o Oriente Médio (1871-1887), procurando trazer para o Brasil várias inovações tecnológicas. Apoiado pelo partido Conservador, criou o Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal, o que provocou a revolta dos Liberais (1842), em Minas Gerais e São Paulo, contornada só após o final da guerra dos Farrapos (1845). Em conseqüência desse feito, surgiu a Insurreição Praieira (1848), em Pernambuco. Em virtude destas revoltas iniciou um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província, sob a coordenação do marquês de Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, que dobrou a resistência do Partido Conservador, que culminou com a criação da Liga Progressista (1860), que, reduzindo os membros conservadores, permitiu a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período. Neste período, importantes acontecimentos sociais e econômicos ocorreram, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro e a contratação dos ingleses (1850), para elaborarem e implantarem sistemas de esgotamento para o Rio de Janeiro e São Paulo, a época, as principais cidades brasileiras. Com o final da guerra do Paraguai (1870), os conservadores estavam novamente fortalecidos e as divergências políticas mais agudas, o que fez surgir o Partido Republicano (1870), dando início a decadência política do Império. Na questão religiosa (1872), prendeu os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, por desafiarem o poder real. Julgados e condenados pelo Supremo Tribunal (1875), foi-lhes concedida a anistia. Na sua última viagem ao exterior como imperador (1887), com muitos problemas de saúde, visitou a França, Alemanha e Itália (1887) e, em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, onde permaneceu em tratamento, antes de poder voltar ao Brasil (1888). Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, sancionada a 13 de maio de 1888, determinando o encerramento de mais um ciclo econômico e acelerando também o fim do regime político. Já enfraquecido, o império foi proclamado a Repúblicano dia 15 de Novembro de 1889 e com isso o império sofreu grande abalo. Foi prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano. O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país, e assim, deixou o país e foi com a família para Portugal (17/11/1889), dois dias após a proclamação da República, chegando a Lisboa em 7 de dezembro e seguindo para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. Viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde assiste a espetáculos de arte e participa de palestras e conferências. Viveu até 66 anos, morrendo de pneumonia, no luxuoso hotel Bedford, em Paris, no dia 5 de dezembro do ano de 1891. Seus restos, transladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento (1920), foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro (1921), foram transferidos para a de Petrópolis (1925) e definitivamente enterrados (1939). O ilustre governante passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social. Seu nome completo: Pedro de Alcântara João Carlosn Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DO FUSCA</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-15T19:16:47Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DO FUSCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cerca de 60 anos desde sua criação, o fusca tradicional teve muitas alterações, mas manteve o mesmo visual básico. Do pequeno motor de 995cc de 19cv da época em que foi projetado (em 1935/1936) até o de 1.584cc de 53cv atual, sua mecânica passou por inúmeras modificações, mas o seu conceito básico permaneceu o mesmo, com motor quatro cilindros traseiro, refrigerado a ar. Seu projeto teve origem no início da década de 30 e foi desenvolvido por Ferdinand Porsche em sua própria garagem, em Stuttgart, na Alemanha, ainda hoje sede da Porsche. A proposta inicial previa motor de apenas dois cilindros, refrigerado a ar, que acabou não aprovado. Optou-se então pelo motor traseiro de quadro cilindros (boxer, oposto dois a dois) refrigerado a ar. A resistente suspensão, por barras de torção, reforçava a idéia de criar um carro econômico, resistente, barato e popular. Em 22 de junho de 1934, era assinado o acordo entre a Associação Nacional da Indústria Automobilística Alemã e Ferdinand Porsche, estabelecendo que a empresa de engenharia de Porsche deveria desenvolver o modelo e apresentar o primeiro protótipo em 10 meses. Mas o cronograma atrasou e o carro só ficou pronto em 1936. Porsche testava o primeiro protótipo de fusca, com motor refrigerado a ar, câmbio seco de quatro marchas e sistema elétrico de seis Volts. Os primeiros carros não tinham quebra-ventos nem pára-choques ou vidro traseiro e as portas se abriam ao contrário das atuais. Mas em 1936, o protótipo do Fusca ganhou carroceria semelhante à atual. Em 1937, outros 30 protótipos foram testados com o apoio da indústria automobilística alemã. A partir de 1938, foi iniciada a construção de uma fábrica em Hanover, onde seriam produzidas algumas unidades do modelo. Só em 1959 o Fusca (então com o nome de Sedan 1.200) começaria a ser fabricado no Brasil. A HISTÓRIA DE UM SÍMBOLO (de 1932 à 1998) 1932 - Ferdinand Porsche, nascido no dia 3 de setembro de 1875 no Império Austro-Húngaro, esboça o desenho do Fusca. 1934 - Porsche cria o NSU, protótipo do Fusca que rodou até 1955, quando foi adquirido pelo Auto-Museum da Volkswagen, na Alemanha. 1935 - Porsche recebe 200 mil marcos do governo alemão para, no prazo de dez meses, produzir três protótipos. 1936 - Da garagem da casa de Porsche, com 16 meses de atraso, saem três protótipos batizados de Volksauto-série VW-3, que seriam testados por 50 mil Km. 1937 - A associação entre Porsche, Daimler-Benz e Reuter &amp;amp; Co. produz mais de 30 protótipos, batizados de VW-30, e realiza 2,4 milhões de Km de testes. O governo alemão, já sob o comando de Adolf Hitler, cria uma empresa estatal e viabiliza a fabricação do carro. O capital inicial, de 50 milhões de marcos, veio da Kdf (iniciais em alemão de Força da Alegria), um dos departamentos da Frente Trabalhista Alemã, o sindicato oficial. O nome original do veículo, Kdf-Wagen, não pegou Porsche viaja para os Estados unidos para visitar as linhas de montagem de Detroit e se encontrar com Henry Ford. 1938 - Começam a ser contruídas em Fallersleben, na baixa Saxônica (região entre o rio Reno e o mar Báltico), a fábrica para a produção do carro e uma cidade para 90 mil habitantes, destinada aos futuros operários e suas famílias. Depois, a cidade recebeu o nome de Wolfsburg. Parte do dinheiro destinado às obras provinha de alemães que, mesmo sem saber a data da entrega, queriam um Kdf-Wagen. 1939 - Com o início da II Guerra Mundial, os Kdf-Wagen não chegam a ser fabricados e a nova fábrica estréia produzindo veiculos militares, com destaque para o Kubelwagen (tipo de camburão, que teve 55 mil unidades produzidas) e para os Schwimmwagen (carro anfíbio, com 15 mil unidades). 1944 - Os aliados atacam e destroem a fábrica. 1946 - Começa a reconstrução da fábrica e a produção é limitada. 1947 - Ingleses, Soviéticos e Norte-americanos não se interessam pela fábrica 1948 - Heinrich Nordhoff assume a presidência da fábrica e eleva a produção para 19.214 unidades/ano. 1949 - A produção cresce para 46.154 unidades e um acordo com a Chrysler permite a utilização da rede de revendas da marca norte-americana em todo o mundo. Foi o primeiro ano do Fusca nos Estados Unidos e apenas duas unidades foram vendidas. 1950 - O primeiro lote de Fuscas desembarca no Brasil, via porto de Santos. As 30 unidades que vieram foram rapidamente vendidas. 1951 - Morre Ferdinand Porsche. 1953 - Com peças da Alemanha, inclusive o motor de 1.200 centímetros cúbicos (cc), o carro começa a ser montado em um pequeno armazém alugado na Rua do Manifesto, no bairro do Ipiranga (zona sudeste de são Paulo). 1954 - O carro Volks começa a consquitar os norte-americanos, que o apelidam de Beetle (besouro). 1956 - A Volkswagen inicia a construçào de sua fábrica de 10,2 mil metros quadrados no Km 23,5 da via Anchieta (São Bernardo do Campo) 1957 - A fábrica solta seu primeiro produto, a Kombi. 1959 - O Fusca começa a ser produzido no dia 3 de janeiro, com um índice de nacionalização de 54%. A primeira unidade é adquirida pelo empresário paulista Eduardo Andrea Matarazzo. No dia 18 de novembro, a fábrica é inaugurada oficialmente. A Volks brasileira fecha o ano com 8.406 unidades vendidas. 1962 - O Fusca torna-se líder de vendas no Brasil, com 31.014 veículos vendidos. 1964 - A Volks lança o Fusca com teto solar, mas, apelidado de &amp;quot;Cornowagen&amp;quot;, fica só alguns meses no mercado. 1965 - A Volks lança a versão &amp;quot;Pé de Boi&amp;quot;, cerca de 15% mais parata (não possuia nenhum ítem cromado). 1967 - O carro troca o motor de 1.200 cc (36 cv) pelo 1.300 cc (46 cv) e, para aumentar a visibilidade, ganha um vidro traseiro 20% maior e os limpadores do pára-brisa são melhor posicionados. 1969 - Walt Disney lança o filme &amp;quot;Se Meu Fusca Falasse&amp;quot;, no qual o carro, chamado de Herbie, nada, anda sobre duas rodas e até pensa. 1970 - O carro ganha opção de motor 1.500 cc (52 cv), bitola traseira 62 mm mais larga, eixo traseiro com barra compensadora, capô do motor com aberturas para ventilação, novas lanternas traseiras e passa a incorporar cintos de segurança dianteiros. Nesse ano, um incêndio destrói o setor de pintura da fábrica e o primeiro Fusca brasileiro é exportado para a Bolívia. 1972 - A Volkswagen do Brasil atinge a produção de 1 milhão de Fuscas. 1974 - O motor 1.600 cc (65cv) passa a ser opção para o Fusca. As vendas do carro batem recorde, com 237.323 unidades no ano, número que nunca seria superado. 1978 - A Volkswagen alemã deixa de produzir o Fusca. 1979 - O Fusca ganha motor movido a álcool e as lanternas traseiras crescem, sendo apelidadas de &amp;quot;Fafá&amp;quot;. 1986 - O Fusca ganha bancos reclináveis com apoio de cabeça e janelas laterais traseiras basculantes. No final do ano, no entanto, por razões mercadológicas (as vendas decresciam anualmente desde 1980 devido à chegada de carros mais modernos), a Volks tira o carro de linha. 1987 - Com o fim do Fusca, o Opala é adotado pela Polícia Militar de São Paulo. 1993 - Setembro: oito meses após o pedido do então presidente Itamar Franco ao então presidente da Volkswagen Pierre-Alain De Smedt e com investimentos de US$ 30 milhões, a Volkswagem retoma a produção do Fusca. Entre as novidades do modelo, destacam-se vidros laminados, catalisador, barras estabilizadoras na dianteira e na traseira, pneus radiais, freios dianteiros a disco, reforços estruturais e cintos de segurança de três pontos. Pesquisa Datafolha aponta o Fusca como a marca mais lembrada. Por outro lado, as vendas ficam abaixo das expectativas e o preço do carro cai cerca de US$1.000. 1996 - Em junho, o Fusca novamente deixa de ser produzido. O México passa a ser o único país a produzir o carro. Em novembro é instituído oficialmente o dia do Fusca (20 de janeiro) . 1998 - No dia 14 de fevereiro, a fábrica de Puebla, no México, começa a produzir o novo Fusca em grande escala. O carro vira mania nos Estados Unidos. Em maio, a Volks promove um &amp;quot;recall&amp;quot; para trocar a fiação próxima à bateria devido à possibilidade de &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;incêndio. &lt;br /&gt;</description>
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		<title>UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DE URUGUAIANA</title>
		<category>Primeiro blog</category>
		<pubDate>2008-07-15T18:43:20Z</pubDate>
		<description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DE URUGUAIANA - RS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O município de Uruguaiana comemora seu aniversário no dia 29 de maio. A data marca a elevação da então localidade de Uruguaiana à condição de capela curada, pela lei provincial de 29 de maio de 1846. No entanto, há uma outra data, ocorrida três anos antes, que faz de Uruguaiana uma cidade especial: ela foi a única vila fundada pelos farrapos durante o período da Revolução Farroupilha. No início do século XIX havia, a 30 quilômetros de Uruguaiana, uma localidade chamada Santana Velha, onde funcionava um posto fiscal, um acampamento militar e onde existiam alguns ranchos com moradores. A localidade ficava no ponto onde as tropas e comerciantes passavam o rio Uruguai. No ano de 1840 o povoado foi destruído por uma violenta inundação. O Rio Grande, naquela época (final da primeira metade do século XIX), se encontrava em plena Revolução Farroupilha. E os farrapos eram uma presença forte no sul da então província - ponto estratégico para eles, pois dali podiam atravessar a fronteira para Argentina ou Uruguai quando necessário. Em 24 de fevereiro de 1843, provavelmente avaliando a situação geográfica estratégica onde estaria a futura Uruguaiana, os farrapos criaram, junto ao Capão do Tigre, uma capela curada, com o nome de Capela do Uruguai. A criação da capela já havia sido decidida no ano anterior pela Assembléia Constituinte realizada em Alegrete pelos farrapos. A vila foi, assim, a primeira e única localidade criada no regime farroupilha. Por isso, seus moradores a chamam de &amp;quot;filha dileta dos farrapos&amp;quot;. O local foi povoado por simpatizantes do movimento farroupilha. Com o final da Guerra dos Farrapos - em 1845 - o governo provincial aproveitou a boa situação geográfica do local e tratou de &amp;quot;refundar&amp;quot; Uruguaiana em 1846, dando-lhe o seu atual nome e elevando-a à condição de vila - agora, pela legislação provincial. Instalou, também, um posto fiscal e de milícias para controlar o movimento de cargas e pessoas na fronteira. A vila se desenvolveu e chegou à categoria de cidade em 1874. Mas, antes disso, passaria por maus momentos. Em 1865, durante a Guerra do Paraguai, Uruguaiana foi invadida pelas tropas daquele país, em 5 de agosto, e só foi retomada em 18 de setembro. Embora a tomada tenha sido feita sem lutas, os paraguaios saquearam as casas de comércio - que eram muitas, devido ao intercâmbio com os países do Prata - e as residências. O local onde as tropas paraguaias instalaram suas barricadas, para resistir ao confronto com os soldados da Tríplice Aliança - Brasil, Uruguai e Argentina - foi a atual praça Rio Branco, em frente à prefeitura. Ali foi, também, o local onde se renderam - e por isto durante muitos anos se chamou &amp;quot;Praça da Rendição&amp;quot;. Durante este século, através de seus moradores, Uruguaiana estaria presente em grande parte das revoluções que agitaram o país nas primeiras décadas. Exemplo disto foi a revolução de 1923, quando Flores da Cunha, que então era intendente do município, saiu da cidade chefiando uma tropa de legalistas (chimangos) para combater os maragatos. Encerrado o período de revoluções, a cidade passou a viver em função de sua pecuária e agricultura e do comércio internacional. Essa característica se acentuou a partir de 1947, quando foi inaugurada a ponte internacional, cuja construção tinha sido iniciada em 1943. A ponte internacional Agustin Justo - Getúlio Vargas, ou a Ponte do Mercosul, como vem sendo apresentada nas cidades de Uruguaiana e sua vizinha Paso de los Libres, no lado argentino da fronteira, completou 50 anos em 21 de maio de 1997. Graças a ela Uruguaiana se transformou no maior porto seco da América Latina e ocupa uma posição de destaque no cenário das trocas comerciais entre Brasil e Argentina - por ali passam mais de 5% de todo o comércio exterior brasileiro. Desde o século XIX há registros do interesse de se construir uma ponte na fronteira do Brasil com a Argentina. Mas o projeto somente começou a se tornar realidade no momento em que um grupo de pessoas iniciou um movimento nesse sentido. Entre elas destacam-se o empresário Eustáquio Ormazabal, considerado o idealizador da ponte internacional, e o então cônsul do Brasil em Libres, Antonio Mary Ulrich, um dos principais líderes da mobilização intensificada em 1933, quando se formaram comissões para tratar do assunto nos governos argentino e brasileiro. A liderança de Ormazabal e Ulrich chegou a ser reconhecida pelos Correios, que em 1945 lançaram uma folha, carimbo e selo brasileiros comemorativos à abertura da ponte ao tráfego de veículos. Entre os primeiros documentos oficiais relacionados com a ponte internacional Agustin Justo - Getúlio Vargas, destacam-se as notas diplomáticas trocadas entre as embaixadas, em 1934, anunciando a disposição dos governos de estudar a viabilidade do empreendimento. Em janeiro de 1938 os presidentes Justo e Vargas inauguraram as pedras fundamentais da ponte, nos dois lados da fronteira, mas as obras somente começaram em janeiro de 1943 - cada país levantou metade dos 1.419 metros distribuídos em 41 vãos, enquanto para simbolizar a integração todo o ferro era brasileiro e o cimento argentino. A inauguração, que deveria ter ocorrido em outubro de 1945, foi adiada em decorrência da queda de Vargas. Mas, de qualquer forma, a ponte foi aberta ao tráfego nessa ocasião. A inauguração ficou para 21 de maio de 1947, quando nem Vargas e nem Justo estavam mais nas presidências de seus países. O presidente brasileiro presente à solenidade foi Eurico Gaspar Dutra, enquanto o argentino era Juan Domingo Perón, que esteve acompanhado de Evita, que foi, na verdade, o grande destaque da festa. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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